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Exterior

Diplomata é demitido após ser preso por suspeita de agressão

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O diplomata Renato de Ávila Viana foi demitido do cargo de primeiro-secretário do Itamaraty após ter sido preso nesta quarta-feira (19) por suspeita de agredir uma mulher em Brasília.

Vizinhos chamaram a polícia depois de ouvirem uma mulher pedindo socorro dentro de um apartamento na Asa Norte. Ao chegarem ao local, os policiais pediram que a porta fosse aberta, o que não ocorreu, segundo a Polícia Militar. A porta foi arrombada, e Viana foi preso em flagrante. Segundo os policiais, a mulher tinha lesões aparentes no braço.

Na delegacia, ele foi liberado após pagar fiança de R$ 1.000, de acordo com a polícia.

A advogada Dênia Magalhães, responsável pela defesa de Viana, disse que ele nega lesão corporal. Afirmou, ainda, que a mulher, namorada dele, teria surtado devido à possibilidade de ser internada em clínica psiquiátrica pela mãe. Renato tentou segurá-la, segundo a advogada.

A defesa afirmou que ele não decidiu se tentará reverter a demissão na Justiça.

A Associação dos Diplomatas Brasileiros divulgou nota na qual lembra que Viana "já responde por atos semelhantes anteriores" e manifestou "repúdio a quaisquer atos de violência e discriminação contra as mulheres".

Procurado para comentar a demissão, o Itamaraty informou que foi concluído um processo de apuração. A assessoria de imprensa do órgão disse que não comentará o assunto, tampouco investigações de casos anteriores.

Em janeiro, o Grupo de Mulheres Diplomatas Brasileiras, coletivo com mais de 90 membros, promoveu uma vaquinha para pagar o tratamento dentário de uma mulher que acusa Viana, seu ex-namorado, de tê-la agredido.

Na ocasião, Viana disse que ainda não tinha tido a oportunidade de se manifestar no processo e que arcaria com os custos de dentista, se ficasse comprovada a agressão.

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