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Dor de cabeça

Dívidas antigas assombram o Paraná neste começo de temporada

(Foto: Geraldo Bubniak)

Dentro de campo, o começo de ano do Paraná Clube tem sido promissor. Embora tenha ficado de fora da semifinal da Taça Sicupira, o primeiro turno do Campeonato Paranaense, a equipe conseguiu boas apresentações nos últimos jogos e está garantida na 2ª fase da Copa do Brasil (enfrenta nesta terça-feira o Londrina, no Estádio do Café, para decidir quem segue vivo na competição). Fora dos gramados, porém, dívidas antigas têm atormentado o clube, que no ano passado já voltou a conviver com atrasos salariais e pode ver complicar ainda mais o fluxo de caixa para a temporada.

Na última semana, por exemplo, o empresário Carlos Werner, ex-mecenas paranista, conseguiu a penhora das cotas de televisão que o Tricolor teria para receber da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Rede Globo. A ação, que corre desde 2017 na 15ª Vara Cível, é referente a uma dívida de R$ 3,5 milhões.

Com a queda para a Série B, o Paraná receberá cerca de R$ 7 milhões de cota nesta temporada (no último ano, recebeu R$ 23 milhões para jogar a Série A). A dívida total com Carlos Werner, antigo mecenas do clube, porém, seria de aproximadamente R$ 30 milhões, inclusive com outros débitos em discussão na Justiça. Na 5ª Vara Cível, por exemplo, tramita desde 2016 um processo no qual o empresário cobra a execução de um título extrajudicial no valor de R$ 10,3 milhões. Como os valores citados são sem correção, a dívida atualizada é ainda maior.

Além do ex-mecenas, a empresa BASE, ex-parceira das categorias de base do Tricolor, também tenta penhorar valores que o clube deve receber nos próximos meses. O pedido da empresa, protocolado no dia 8 de janeiro na 3ª Vara Cível de Curitiba, é referente a uma dívida de R$ 7,7 milhões.

Pelo pedido feito pela BASE à Justiça, o clube teria bloqueado o valor da venda de Jhonny Lucas. O meio-campista de 18 anos, uma das principais revelações do clube nos últimos anos, tem negócio encaminhado com o Braga, de Portugal, e deve se apresentar na Terrinha no segundo semestre – o negócio, porém, se arrasta e há outros clubes, como o Athletico Paranaense, tentando atravessar a negociação.

A ideia inicial do clube era utilizar o valor do negócio (cerca de 3,5 milhões de euros, sendo que a maior parte do montante ficaria com o Paraná) para equilibrar as finanças, quitando débitos com o elenco e funcionário. Somente da última temporada, há mais de R$ 4 milhões em débitos atrasados.

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