Publicidade

Dólar cai 1,9% em dia de formação da Ptax e por exterior

Após ter avançado 2,82% nas últimas três sessões, o dólar enfrentou uma pressão de baixa ante o real no mercado à vista de balcão nesta segunda-feira, 30. O movimento foi conduzido pela disputa pela formação da Ptax - taxa que servirá para liquidação dos derivativos cambiais na terça-feira - e pelo cenário externo nebuloso. Investidores que estavam vendidos no mercado futuro brasileiro pressionaram, pela manhã, pela queda da moeda norte-americana. Após a determinação da Ptax, o dólar se manteve em baixa à tarde, com os investidores de olho nas negociações sobre o Orçamento dos Estados Unidos.

O dólar fechou em baixa de 1,9% no balcão, a R$ 2,216. A moeda dos EUA oscilou no território negativo durante todo o dia, favorecida ainda pelo leilão de swaps (venda de dólares no mercado futuro) do Banco Central, dentro de sua programação diária. Na máxima, atingiu R$ 2,2520 (-0,31%) e, na mínima, marcou R$ 2,2120 (-2,08%). O dólar para novembro caía 1,54%, para R$ 2,235.

No início do dia, a pressão de baixa para o dólar era clara. "Após a alta forte do dólar na semana passada, o mercado ficou mais vendedor (de dólares) hoje", comentou um profissional da mesa de câmbio de um banco. O movimento foi puxado pelos vendidos em dólares no mercado futuro, enquanto os comprados tentavam segurar as cotações. No fim, a taxa Ptax encerrou em queda de 1,20%, a R$ 2,230, acumulando um recuo de 7,01% em setembro. "Os investidores vendidos conseguiram fazer uma Ptax bem abaixo do que o mercado estava trabalhando na semana passada. E como o dólar andou bem na semana passada, havia espaço para o recuo continuar à tarde", acrescentou o operador.

"Algumas tesourarias de bancos saíram vendendo dólares hoje no mercado à vista, para puxar a Ptax para baixo. Como na semana passada a moeda subiu bastante, hoje tinha espaço para cair", acrescentou Luiz Carlos Baldan, diretor da Fourtrade corretora.

Somada à disputa da Ptax, o BC vendeu todos os 10 mil contratos de swap cambial oferecidos, injetando US$ 497,7 milhões no sistema, dentro da estratégia de garantir a liquidez do mercado.

No exterior, os dados divulgados sobre a economia dos EUA foram positivos, mas insuficientes para guiar os negócios. Os receios com a possibilidade de paralisação do governo norte-americano, a partir de terça-feira, já que os congressistas ainda não chegaram a um acordo sobre o Orçamento, mantinham o dólar em alta ante parte das divisas com elevada correlação com commodities.

DESTAQUES DOS EDITORES