Publicidade

Dorival admite pênalti em Barrios, mas cita favorecimento a rival

GUILHERME SETO, ENVIADO ESPECIAL, E KLAUS RICHMOND SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - O técnico do Santos, Dorival Júnior, não conteve o discurso duro mesmo após a vitória por 1 a 0 de sua equipe diante do Palmeiras, na Vila Belmiro, pela primeira das finais da Copa do Brasil. O comandante santista admitiu ter havido pênalti no atacante paraguaio Lucas Barrios, em lance com David Braz, no segundo tempo, não marcado pelo árbitro Luiz Flávio de Oliveira, mas reclamou de um "favorecimento" ao rival. "Acho que houve a penalidade [no Barrios], como também tive a mesma impressão no lance do Jackson [com o Gabriel]. Foi a impressão que tive, não tenho certeza porque não vi o vídeo até agora, mas era contra-ataque para nós, estávamos saindo, e houve o movimento", disse o treinador. "Os dois árbitros viram toda a jogada. Gosto muito do Marcelo [Aparecido de Souza], mas a jogada foi muito nítida. Houve um favorecimento ao Palmeiras. Aquilo era jogada para desclassificação do Jackson", completou. O lance citado por Dorival foi uma dividida forte do zagueiro palmeirense com Gabriel, aos 20min do primeiro tempo. Os jogadores chegaram a bater boca logo na sequência. Jackson ainda protagonizou outro lance forte, desta vez com o centroavante Ricardo Oliveira, no primeiro tempo, alvo de muitas reclamações do santistas. "Se houve uma equipe prejudicada, isso seria no segundo tempo. O Santos foi muito mais e ficaríamos com um jogador a mais desde o segundo tempo. Será que, talvez, aconteceria essa jogada? Temos que pensar muito bem para saber quem foi prejudicado neste momento. Foi em cima do momento, da situação e da rapidez do lance. A impressão que tive foi que, realmente, houve um tranco no Barrios, mas da mesma forma acho que o Jackson deveria sair da partida", argumentou Dorival. A arbitragem reservou outras reclamações de ambas as partes, como um cartão amarelo não dado para o meio-campista Lucas Lima, além de cartões tardios aos palmeirenses, acusados de tentarem retardar o jogo. O presidente palmeirense Paulo Nobre deixou o estádio dizendo que a sua equipe foi "vergonhosamente prejudicada". Na competição, o regulamento agora não concede mais ao finalista a vantagem em caso de gols marcados fora de casa. Para ser campeão, o Santos precisa, pelo menos, de um empate.

DESTAQUES DOS EDITORES