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METGala2018

Elas e a moda

Elas e a moda
Good girls – O estilista Anthony Vaccarello recrutou um time de mulheres extraordinárias para representar a Saint Laurent. Com Mika Argañaraz, Anja Rubik, Amber Valetta, Kate Moss e as Charlotte Casiraghi e Gainsbourg, a marca francesa imprimiu a força dos pretos nada básicos e perfeitos para uma noite de gala. Irreverência para lacrar total.

Mesmo o MET Gala sendo o assunto de segunda-feira (07), eu vou dar meus pitacos aqui. Afinal, ele merece! 
O baile do MET é um dos eventos mais importantes do ano na moda. É a exposição fashion que Nova York oferece, por meio da curadoria de Anna Wintour – a patroa da coisa toda. E Anna chamou Donatella Versace para ser a “dinda” do evento em 2018.
A exposição ocorre todo ano no Museu Metropolitano da cidade e neste ano é chamada de "Heavenly Bodies: Fashion and the Catholic Imagination ", tratando a relação entre o corpo, a moda e a religião.
Todo mundo que é da moda ou do show business é esperado no tapete vermelho para sua abertura. Eu digo que é como um baile de Carnaval. Quase sempre os estilistas aproveitam para vestir suas celebridades ou beldades com criações conectadas com o tema. E como falavam em religião, foi bem engraçado.
O bonito não entrou em questão. Elegância não é moda (e nem está muito em voga). Moda é business! É para vender e há que se ter sempre isso em mente. O que escandaliza, chama a atenção, pode não ser o que é o melhor, mas é o que “printa” mais e, apesar de ser uma mostra de moda presumidamente interessada em fazer um casamento com a arte, esse baile pende mais para um feirão de looks, expostos para dar destaque às marcas que conseguirem fazer mais barulho. 
A mostra fica lá até o dia 8 de outubro e é linda. Criações divinas de grandes “papas” da moda como Jean Paul Gaultier, John Galliano para Dior, Alexander McQueen entre outros.
É bom falar que historicamente o vestir sempre teve que ser aprovado pelas crenças vigentes, ou punido. Muito pano para manga mesmo. O tema é muito bom, já os looks das convidadas... nem tanto. Por isso, eu escolhi alguns que me tocam entre os tantos que apareceram. Lembrando que não, não precisamos ir caracterizados num evento. Não é obrigatório, ainda mais quando é a moda quem convida. O ser contracorrente pode cair muito bem, ainda mais se pensarmos em religião numa época onde muitas delas dividem e matam mais do que agregam. Mas vamos ao fútil e menos pesado e super comentado nas mídias do ti-ti-ti. 
“ – Quem era a mais bonita?”, alguém coloca num post, onde opinei. “ – A nossa Gisele, Ana!”. Por elegância, não contrariei. Mas não concordo. Ela não arrisca nunca. Sempre dentro da caixa, da ordem e do esperado. Gisele se veste de Gisele. Não agrega um pensamento sobre a beleza feminina real, com gordurinhas, estrias e celulites ou algumas imperfeições, como os pés-de-galinha comuns às mulheres com mais de 35 anos. Ah, ela não! Aliás, o marido vem sempre junto provando que seu bumbum é destaque na mão dele. O cabelão é jogado hollywoodianamente. Quem se importa? Pena que ela não ouse mais como mulher. O mundo agradeceria vê-la sendo outra Gisele. Ser a que ela é torna-se impossível para os pobres que a veneram, já que mortais todos somos. 
Entre acertos e muitos erros, prefiro a quarentona Kate Moss com sua volta triunfante num pretinho Saint Laurent provocante. A top inglesa se ausentou durante oito anos da América e apareceu linda e real para ser chamada de rainha pela imprensa-fã. E salve ela e Rihanna com toda sua dose de irreverencia e serviço ao bem comum da mulherada. Boa e deliciosa sexta para todos vocês. Gros bisous!

Deusa – A atriz Michelle Williams divina de Louis Vuitton. Não estava temática, mas perfeita na escolha de uma quase make nada para vestir um longo todo trabalhado em paetês. Acho elegante despir o rosto quando o corpo já carrega muito.

A rainha – A cantora Rihanna foi de Maison Margiela para mostrar que não precisa estar linda e pode entrar no clima papal e assim estar maravilhosa. Ela é mais que tudo isso. É uma mulher talentosa e generosa consigo mesmo e com quem a admira. Riri arrasa não sendo a perfeitinha da história, esbanjando vida com seu corpo perfeitamente robusto. 

Fora do ninho – A atriz Salma Hayek é casada com François - Henri Pinault, patrão de um dos principais conglomerados do mundo da moda, o PPR. Ela pode vestir de Gucci a Balenciaga -  e veste, mas não tem sucesso.

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