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Saúde dos curitibinhas

Em 1 ano e quatro meses, Tatuquara reduz em quatro pontos a mortalidade infantil

Em 1 ano e quatro meses, Tatuquara reduz em quatro pontos a mortalidade infantil
(Foto: Levy Ferreira/SMCS)

O Tatuquara, uma das regiões de maior vulnerabilidade de Curitiba, é exemplo de como medidas simples são efetivas para garantir a vida dos curitibinhas. Em um ano e quatro meses, a regional reduziu em quatro pontos a taxa de mortalidade infantil. Comparativamente, o Brasil levou seis anos para diminuir a mesma pontuação.
“Temos feito um esforço enorme fazendo com que nossas oito unidades abracem essa causa e, principalmente, as mães entendam a importância de também participarem ativamente”, diz o médico pediatra do setor de Epidemiologia e do Distrito Sanitário Tatuquara, Lauro Vitor Gabrielli dos Anjos.
O Distrito Sanitário Tatuquara fechou o primeiro quadrimestre deste ano com taxa de mortalidade de 11,1 para cada mil nascidos vivos. No fim de 2016, a taxa da região era de 15,1.
Se a região ainda não atinge a média de Curitiba (no primeiro quadrimestre de 2018, os dados preliminares  apontam uma taxa de 7,6 mortes para cada mil nascidos vivos), mostra que é possível, com trabalho em parceria com a população, melhorar a qualidade de vida.
Entre as ações, as equipes das unidades acompanham de perto todas as gestantes para que cumpram integralmente os passos do pré-natal, fazendo a busca ativa daquelas que faltam a algum compromisso. As equipes das Unidades de Saúde recebem capacitação constante para seguir à risca os protocolos do pré-natal estabelecidos no Programa Rede Mãe Curitibana Vale a Vida. E o Distrito vem estimulando parcerias intersetoriais para o desenvolvimento social local.
Com isso, têm conseguido reduzir uma das principais causas de morte dos bebês, que é a prematuridade extrema. Exames de rotina em dia, por exemplo, permitem o tratamento de infecções que resultariam em partos prematuros e de risco para a criança, e asseguram a saúde da mãe.
A vendedora Ivanilda Xavier da Silva Muhlstedt, 36 anos, conta que recebeu todo esse cuidado na gestação dos gêmeos Rayssa e Ramon, que estão com 4 meses. Hipertensa, teve uma gravidez de risco, acompanhada de perto pela equipe da Unidade de Saúde Monteiro Lobato e no Hospital Evangélico.
Os bebês nasceram prematuros, ficaram na UTI e a menina, passou por cirurgia cardíaca. Mas, seguindo à risca as orientações de médicos e enfermeiras, a saúde dos três está ótima. “Todos foram muito cuidados, até fizeram consultas na minha casa quando não pude ir ao posto. Trago os bebês toda semana para acompanhar o desenvolvimento deles”, conta.
“É um trabalho diário, de formiguinha, o de acompanhar todas as gestantes e os bebês, mas tem sido gratificante ver os resultados”, diz a enfermeira da Unidade de Saúde Monteiro Lobato, Maira Aparecida Fedalto da Silva, com Rayssa no colo.

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