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Em ascensão, Gilbert Durinho mira luta 'dominante' com Tyron Woodley no UFC

O brasileiro Gilbert Durinho foi escalado para enfrentar Tyron Woodley neste sábado, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Esta será a primeira vez que o brasileiro comanda a luta principal de um evento do UFC. A oportunidade de enfrentar o ex-campeão dos meio-médios pode colocá-lo na disputa pelo cinturão da categoria. Em entrevista ao Estadão, Durinho diz que precisa de uma luta "dominante" para garantir a chance.

"Tudo vai depender de como vai ser a minha performance na luta. Imaginando o melhor cenário eu penso em duas possibilidades. A primeira é ganhar de maneira dominante, finalizando ou nocauteando. Se for isso, vou pedir para lutar pelo cinturão. Mas, também pode ser um combate morno e sem emoção. Neste caso, vou precisar de mais uma luta", explica Durinho.

O brasileiro vem de cinco vitórias consecutivas na organização, sendo a mais recente sobre Demian Maia. Durinho enfrentou o compatriota no UFC Brasília, em março, e decidiu o confronto com uma finalização no primeiro round. "Foi uma vitória meio esquisita pelo respeito e admiração que eu tenho por ele", diz.

"O Demian é um cara que eu tenho como ídolo. Esperava uma luta muito difícil e foi um nocaute rápido. Quando ele caiu eu pensei que tinha acabado a luta, mas tive que continuar. Isso faz parte do nosso trabalho", conta o lutador. "Fora isso, foi uma vitória que me levou para o topo da categoria. Abriu portas para essa chance que eu tenho agora. Vou fazer a minha primeira luta principal e enfrentar um ex-campeão. Estou feliz demais com essa oportunidade", complementa.

Demian chegou a colocar Woodley como favorito na luta contra o seu ex-adversário. Para Durinho, "cada um tem a sua opinião". "Mas eu não concordo. Acho que vou ganhar essa luta", afirma o meio-médio do UFC.

Ex-campeão mundial de jiu-jítsu, Durinho tem pela frente um adversário com as melhores defesas de queda da sua categoria. Uma finalização sobre Woodley pode ser um dos maiores desafios do brasileiro. "Eu vou encarar tudo no octógono. Todos os lutadores que ganharam dele misturaram tudo. O que eu quero fazer é atacar ele de todas as maneiras. Vou tentar a queda sim, mas para ganhar eu preciso fazer MMA e não ser previsível", analisa.

PREPARAÇÃO - Após o UFC Brasília, Durinho voltou para a Flórida, nos Estados Unidos, e precisou montar uma estrutura em sua garagem para treinar, já que as academias estavam fechadas por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus. "Coloquei um tatame no chão e um saco de pancadas para treinar", conta.

"Nas últimas quatro semanas as academias voltaram a funcionar aqui e consegui trinar normalmente. Estou preparado", afirma o lutador, que sequer imaginava ter uma luta durante a pandemia. "Eu achei que iria demorar um pouco mais para as coisas voltarem ao normal, mas quando vi que o UFC começou a fazer os eventos eu sabia que teria uma chance".

Os lutadores da organização estão isolados em um hotel e foram testados para covid-19 antes da pesagem oficial do evento, nesta sexta-feira.

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