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Empresas vão passar a investir em equipamentos para que funcionários trabalhem de casa

(Foto: Unsplash)

No final de maio, o Google, uma das empresas mais influentes do mundo, anunciou quedisponibilizaria um auxílio de mil dólares para que seus funcionários investissem em móveis e equipamentos tecnológicos para trabalhar remotamente. Esta atitude antecipa uma provável tendência do mercado de trabalho.

O trabalho em casa exige uma série de adaptações que não tiveram tempo para ser realizadas. Uma grande prova disso é uma pesquisa recente realizada pela Fiocruz, em parceria com a UFMG e com a Unicamp,que mostrou um aumento no número de casos de dor nas costas durante a pandemia, muito por conta da falta de adequação mobiliária do trabalho remoto.

Geralmente, as empresas contam com cadeiras ergonômicas e mesas ajustadas, algo que, geralmente, não acontece em casa – pelo menos não acontecia antes do coronavírus.

Com a consolidação do home-office, mais empresas passarão a fazer o mesmo que o Google, oferecendo auxílios para a compra dos equipamentos, já que a falta deles prejudica muito a produtividade e a saúde dos trabalhadores. Outro levantamento atual, feito pela empresa financeira Vee, analisou 110 companhias e percebeu que muitas delas já incluíram o “auxílio home-office” entre seus benefícios.

No Brasil, várias empresas já aderiram a essa nova realidade. A Loft, por exemplo, providenciou computadores, forneceu um cartão pré-pago para ajuda nas despesas de infraestrutura e ainda ofereceu psicólogos para que os funcionários façam sessões de terapia online. Esta é uma importante atitude para frisar que a qualidade do home-office também passa muito pela manutenção da saúde mental.

Já a empresa financeira Up Consórcios forneceu mesas, cadeiras, celulares, notebook e modem para conexão de internet. A inovação é que a companhia oferece até uma equipe de suporte técnico que vai até a casa do trabalhador em caso de problemas com manutenção ou instalação dos equipamentos.

Além do investimento em equipamentos físicos, já é possível perceber uma maior procura por softwares que facilitam o trabalho remoto. Durante a pandemia, 43% das pequenas e médias empresas brasileiras compraram algum programa de computador para ajudar na implementação do home-office, como os que auxiliam no gerenciamento virtual das equipes, os que colaboram para melhor qualidade das videoconferências e os que aumentam a segurança dos dados nos computadores dos funcionários.

Através da aquisição de outro tipo de equipamento, as empresas também podem acompanhar mais facilmente o trabalho de seus trabalhadores enquanto estão em casa. Um desses itens é aplaca de captura, que é capaz de gravar tudo o que é realizado no computador. Ao receber as gravações, as corporações podem analisar como o colaborador está trabalhando e corrigir possíveis erros – o que seria feito naturalmente no trabalho presencial.

 

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