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Operação quadro negro

Ex-governador Beto Richa é preso pela terceira vez e levado para sede do Gaeco; veja vídeo

(Foto: Ernani Ogata)

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso na manhã desta terça-feira (19), pela terceira vez, suspeito de se beneficiar do desvio de recursos do governo estadual. Detido em seu apartamento, no bairro Bigorrilho em Curitiba, no início da manhã, Richa foi levado à sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no Ahú, por volta das 10 horas. 

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça Estadual do Paraná (veja o despacho na íntegra), no âmbito das investigações da Operação Quadro Negro -que apura um esquema de fraude em obras de escolas públicas do Paraná.

Segundo o promotor Leonir Batisti, do Gaeco, Richa foi detido por obstrução de justiça.

Batisti afirmou, porém, que eles não estão englobados pelo salvo-conduto concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) -que, na sexta (15), impediu novas prisões do ex-governador e de sua família em relação a outra investigação por desvio de verbas no Paraná.

"Nós não temos intimação disso, não nos diz respeito", afirmou Batisti.

O Gaeco também cumpriu mandados de busca e apreensão em três residências do tucano, incluindo duas casas na praia.

Esta é a terceira vez, desde o ano passado, que o tucano é preso. Ele já foi detido num desdobramento da Lava Jato, suspeito de se beneficiar de recursos desviados de concessões rodoviárias, e também pelo próprio Gaeco, que apurou um esquema de desvios em obras de manutenção de estradas rurais no Paraná. Richa acabou solto, nas duas ocasiões, por decisões de tribunais superiores.

Além de Richa, foram presos preventivamente nesta terça o ex-secretário estadual Ezequias Moreira e o empresário Jorge Atherino, apontado como operador de propinas do tucano.

Segundo o Gaeco, os fatos investigados desta vez dizem respeito à formação de uma organização criminosa para desvio de dinheiro nas escolas do Paraná, que teria a participação de Richa.

Parte do esquema já foi alvo de denúncia na 9ª Vara Criminal de Curitiba, mas o inquérito relativo a Richa havia sido distribuído ao STF em função de seu foro privilegiado. Ele voltou à Justiça Estadual do Paraná após a saída do tucano do governo estadual, em abril do ano passado, para disputar o Senado (ele perdeu a eleição).

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Richa nesta manhã. O tucano tem negado as acusações e diz que nunca compactuou com desvios.

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