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Campeonato Paranaense

Ex-procurador do STJD não acredita em impugnação de jogo do Paraná Clube

Jogadores do Paraná Clube comemoram gol sobre o FC Cascavel, na Vila Capanema
Jogadores do Paraná Clube comemoram gol sobre o FC Cascavel, na Vila Capanema (Foto: Valquir Aureliano)

O advogado Alessandro Kishino, ex-procurador do Superior do Tribunal de Justiça Desportiva, não acredita que o jogo entre Paraná Clube e Cascavel possa ser impugnado. Hoje ele é advogado do próprio Paraná Clube e não vê base jurídica para que a partida possa ser anulada. “Estamos bastante tranquilos. No pedido do FC Cascavel não há nenhum argumento jurídico que possa ensejar a alteração do resultado”, explicou Kishino. “O Paraná Clube entende que a ação é uma verdadeira aventura jurídica”, disse.

O FC Cascavel entrou na terça-feira (dia 12) com um pedido de impugnação. O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), Adelson Batista de Souza, decidiu que o caso seja analisado pela procuradoria e que um relator prepare o processo para julgamento, que provavelmente vai ocorrer em 21 de março (quinta-feira).

Após o pedido do FC Cascavel, Adelson determinou que o placar não seja homologado pela Federação Paranaense de Futebol enquanto o caso não seja julgado. Nessa decisão, o presidente do TJD-PR explica a argumentação do clube do Interior. “Aos 46 minutos do segundo tempo, houve um choque entre os atletas das EPD´s, tendo o atleta da impugnante caído ao chão, sendo que os atletas de ambas as equipes ergueram as mãos solicitando a paralisação do jogo ao árbitro, o qual não paralisou, vindo o Paraná Clube a marcar gol”, relatou. “Que o atleta que marcou o gol foi o mesmo que se chocou com o atleta que ficou caído em campo”, descreveu. “Que não houve fair play na joagada, sendo que deveria o árbitro ter paralisado a partida”, afirmou.

Kishino explicou que ainda não houve nenhuma decisão referente ao mérito do caso. “Tecnicamente falando não houve nenhuma decisão. O presidente do TJD-PR apenas recebeu o pedido de impugnação e seguiu os trâmites do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que exigem que a Federação Paranaense de Futebol seja comunicada para não homologar o resultado do jogo”, explicou.

O advogado do FC Cascavel, Nixon Alexsandro Fiori, afirmou à rádio Transamérica que vai usar no TJD-PR exemplos de outros casos semelhantes para conseguir vitória nesse caso. “Temos jurisprudência. Não é uma aventura jurídica”, declarou.

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