Publicidade
Covid-19

Ex-técnico do Coritiba se justifica sobre polêmica com volta do futebol e violência doméstica

René Simões
René Simões (Foto: Reprodução / Instagram)

O técnico René Simões, que teve duas passagens pelo Coritiba, causou uma polêmica neste fim de semana, ao comentar a possível volta do futebol diante da pandemia do coronavírus. A polêmica não foi sobre o futebol em si, mas sobre uma declaração dele dizendo que o retorno do futebol poderia combater a violência doméstica. As declarações foram feitas na sexta-feira (26), em entrevista à rádio Campinas. Na noite deste sábado (27), diante da repercussão de suas palavras, ele se justificou sobre a polêmica.

Na sexta, René afirmou que apoiava a volta do futebol porque isso poderia ajudar famílias que estão "enlouquecendo" em casa. “Vamos discutir o futebol como fator social para ajudar as pessoas que estão em casa enlouquecendo. Eu tenho amigos aqui que já se separaram, outros já bateram na mulher, outros batem nos filhos, estão enlouquecendo. Então se colocar futebol, pode ser que ajude em alguma coisa”, afirmou. Nas redes, internautas criticaram a postura do treinador.

 “Lendo e escutando o que falei na entrevista à rádio Campinas. Vejo que o contexto não foi o que passava na minha cabeça. Jamais suportarei alguém que agrida uma mulher e filhos, sob qualquer circunstância”, disse ele, em seu perfil no Instagram. “Minha intenção era dizer que o futebol poderá ajudar a desestressar as pessoas em quarentena, que estão isoladas e sob muita pressão. Jamais, e repito, jamais quis justificar que a falta do futebol seja motivo para agressões”.

Apesar da justificativa, muitos internautas o criticaram e xingaram nas redes sociais.

René Simões dirigiu o Coritiba em 2007 – foi campeão da Série B – e em 2009 – foi semifinalista na Copa do Brasil, mas também foi um dos técnicos na campanha que culminou com o rebaixamento da equipe paranaense.

Contaminação de Covid-19

Simões afirmou também que não vê risco para os jogadores voltarem a jogar na pandemia. “Nós já tivemos mais de 100 jogadores brasileiros com Covid. Nenhum deles foi internado, nenhum deles foi entubado. No mundo todo, só conheço um caso que fugiu da regra, que foi o Dybala da Juventus que foi testado positivo, 14 dias depois positivo de novo, mais 14 dias positivo de novo, mas resolveu tudo”, afirmou. “Esse vírus não é para as pessoas saudáveis, esse vírus quer as pessoas que tenham alguma deficiência (de saúde), que os jogadores não têm”.

O próprio treinador, de 67 anos, chegou a contrair o coronavírus. Fez isolamento em casa e se recuperou.

Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES