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Exploração sexual dentro de casa

Pior ainda é quando a exploração sexual infanto-juvenil parte de dentro de casa. “Tem casos de meninos que oferecem a irmã porque eles são viciados em droga e precisam consumir. Ou tem alguma dívida. Ele vende a irmã, recebe a droga, a menina também e está tudo certo. Elas se sujeitam a isso o tempo todo. E são coisas que pai e mãe nem desconfiam”, apontou a coordenadora da Pastoral do Menor e do Projeto Vida Nova, Doris Faria.
Ela explica que em algumas situações, os pais fecham os olhos para a realidade em que suas filhas estão inseridas. “Não digo que tem pais que obriguem meninas a fazerem isso, mas eles fecham os olhos. Porque de alguma maneira está entrando dinheiro em casa. Então, de repente, aquilo passa a ser um meio de sobrevivência, ou o único modo de colocar comida dentro de casa. Assim como ocorre com a droga. O dinheiro entra fácil e eles fingem que não está acontecendo nada”, disse.
A situação é muito delicada. Requer tato para ser aceita pelos próprios familiares, que se negam a assumir que a exploração ocorre. “Porque se eles assumem isso, são os responsáveis e respondem pelo crime. Então não falam nada. Para equipes da pastoral conseguirem chegar até uma casa onde é constatada a ocorrência de exploração sexual e falar o que acontece é complicadíssimo. Os pais não aceitam que você chegue e fale que a filha está vendendo o corpo. Eles não acreditas e, como a responsabilidade é deles e envolve questões policiais e conselho tutelar, não admitem que alguém interfira no seu modo de educar”, explicou Doris.
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