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Falha

Falta de acessibilidade no Terminal do Guadalupe

No Terminal do Guadalupe fica no centro de Curitiba chegam e saem linhas diretas (Ligeirinhos), troncais, convencionais, madrugueiras e metropolitanas, que ligam Curitiba à Região Metropolitana. O local, que deveria facilitar o trânsito da população não tem cumprido esse papel. Pessoas com deficiência têm encontrado dificuldades no local devido à falta de acessibilidade.

José Aparecido Leite é cadeirante há 26 anos, cego há 28 e mora em Colombo. Ele sai da cidade, localizada na Região Metropolitana, quase todos os dias em direção à Curitiba, onde participa de debates, fóruns e dá palestras sobre acessibilidade. O trajeto, ele geralmente faz de ônibus, que para no Terminal Guadalupe. Para ele, a maior barreira não é a distância e sim a falta de rampas de acesso no desembarque.
Eu não posso atravessar as ruas onde eu quero, em qualquer lado do terminal, e sim onde eles colocam rampas. Aqui o número é mínimo. Além disso, elas são desniveladas e nos colocam em perigo, pois a roda engata nos desníveis e corremos risco de cair, relata.

Outra norma assegurada pela legislação e defendida por todos os deficientes é a melhoria de calçadas e pisos. No caso do terminal Guadalupe, o piso é escorregadio, o que também não está de acordo com a lei, já que o piso deve ser antiderrapante.

As barreiras para os cadeirantes não param por aí. O banheiro do terminal, que já passou por melhorias porque antes tinha degraus na entrada, continua com problemas de acessibilidade. O primeiro ponto destacado por Leite é que os banheiros destinados a pessoas com deficiência deveriam ser exclusivos para eles. Chegando ao terminal, funcionários do local estavam utilizando. A cultura do cidadão ainda é muito precária. Os cadeirantes não podem esperar para utilizar o banheiro, já que alguns não conseguem ter controle gastrointestinal. Portanto, a espera é inviável, explica.


Além disso, o compartimento do papel higiênico é muito longe e quem está sentado no vaso sanitário não consegue alcançar. Logo vemos que eles fazem as coisas de qualquer jeito, que isso não foi pensado, diz Leite. Da mesma maneira estão os caixas eletrônicos do terminal. A altura deles não é compatível com a dos cadeirantes, que não alcançam os botões para utilizar os serviços. Sem falar em todos os estabelecimentos comerciais do local, que têm degraus nas suas portas.

Evaldo Hermany é deficiente visual e precisa utilizar o terminal Guadalupe algumas vezes. Para ele, além do piso ser bastante escorregadio, outro grande problema é a inexistência do piso tátil. No terminal, onde passam as linhas dos ônibus existe apenas uma faixa amarela de segurança e que não tem nenhum tipo de relevo para que um deficiente visual possa distinguir e não ir para a rua. Essa faixa não tem nada de tátil, diz ele.
Hermany ainda ressalta que no terminal e nenhum outro ponto de ônibus de Curitiba disponibilizam informações em braile. Ou perguntamos para as pessoas ou ficamos sem saber que ônibus passa ali. E se não tiver ninguém uma hora que precisemos?, questiona.

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