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Bem no Jockey

Família Azevedo no turfe: três gerações e uma paixão

Luan, 17 anos, é jóquei, filho de Fabrício (treinador) e José (também jóquei)
Família Azevedo no turfe: três gerações e uma paixão
Fabrício e Luan (os dois à direita): prêmios (Foto: Estéfano Lessa/Síntese Fotografias)

Quando tinha apenas 10 anos, José Azevedo começou a montar nas canchas retas. Hoje, aos 71 anos, o jóquei e treinador que se consagrou no Jockey Club do Paraná vê de sua chácara na Fazenda Rio Grande seu neto, de 17 anos, brilhar nas pistas, assim como ele na década de 70. 
Luan Azevedo é o jóquei mais jovem do Paraná em atividade. Cursa o segundo ano do ensino médio no Instituto de Educação do Paraná. E começou a montar aos 15 anos. 
Seu pai, o treinador de cavalos Fabrício Azevedo, trouxe Luan para o Jockey com a intenção de lhe dar uma “lição”. Fabrício também cresceu lá, acompanhando seu pai, José. Então ele pensou que se mostrasse as dificuldades de ser um profissional do turfe, talvez o filho desse mais valor aos estudos. E o colocou para ajudar os tratadores na cocheira. No entanto, a “lição” serviu de motivação para o adolescente seguir a profissão da família. 
“O Luan estava indo mal na escola, arrumando confusão”, conta Fabrício. “Quis mostrar para ele que os cadernos e livros eram mais leves que uma peneira ou um rastelo aqui da cocheira. Que estudar era muito mais importante. Mas no fim ele acabou gostando e hoje além de estudar está aqui.”
Luan já era apaixonado pelos cavalos, porém não sabia montar. Ele fez uma aposta com o pai e com o então jóquei Emerson Gonçalves Cruz. Se fosse aprovado na escola naquele ano, o pai o autorizaria a aprender a montar. Com apenas 14 anos Luan já montava os cavalos, estreando com 15 anos no Hipódromo de Uvaranas, em Ponta Grossa.
Hoje o “prodígio da família Azevedo” enche o pai e o avô de orgulho. No mês retrasado, os três se encontraram na foto da vitória da Prova Especial Polícia Militar do Estado do Paraná, vencida pelo cavalo Alphorn. Luan como jóquei, Fabrício como treinador e José como fã dos dois. 
“Ver meu neto vencer uma prova é coisa de louco”, conta o realizado José Azevedo. “Ficamos muito nervosos quando ele está na pista. Aquele foi um momento de muita emoção. Fiz questão de ir tirar a fotografia e guardei o quadrinho aqui em casa. Eles são meus orgulhos.”
Mesmo conciliando os estudos com a profissão, Luan não desanima e conta que é a grande atração da escola. Muitos colegas já foram ao Jockey para vê-lo na pista e, se continuar na carreira, logo estará montando em um Grande Prêmio Paraná. 
“Meus bichos de estimação sempre foram os cavalos, sou apaixonado por eles”, conta Luan, que ainda recebe alguns ensinamentos de seu avô. “O vô não dá muitas dicas, mas puxa minha orelha. Ele observa muito eu montando e vem me corrigir. Eu sempre o ouço porque ele sabe muito sobre os cavalos e a profissão.”

Esta é a família Azevedo, que desde 1960 está no turfe, hoje em sua terceira geração. Talvez Luan, que soma 14 vitórias na carreira chegue aos números de seu avô. Mas o que fica é o exemplo de que o amor por uma profissão passa de pai para filho.

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