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Filho reencontra a mãe depois de 12 anos em Curitiba

Um encontro que demorou 12 anos para acontecer. Nesta quarta-feira (11), Wagner E. S. J., trabalhador da construção civil, viajou de São Paulo para Curitiba para encontrar a mãe, dona Clarice, desaparecida desde 2001. Dona Clarice foi acolhida pela Central de Resgate Social da Prefeitura de Curitiba em fevereiro deste ano, quando vivia como moradora de rua.

Pessoa com deficiência intelectual, dona Clarice chegou à Fundação de Ação Social (FAS) portando nenhum documento e sem conseguir contar sua história. Foi quando entrou em ação o trabalho da equipe de serviço social da FAS. Sem nenhuma informação de dona Clarice nos arquivos do Instituto de Identificação do Paraná, a equipe ampliou as buscas e conseguiu localizar o registro de uma pessoa desaparecida com as mesmas características que as dela na 4ª Delegacia de Pessoas Desaparecidas de São Paulo. Em contato com a Polícia Civil daquele estado, foi enfim localizada a família de dona Clarice, vivendo em São Paulo, na capital.

A partir daí, através do serviço da Casa da Acolhida e do Regresso, unidade também vinculada à FAS, a Prefeitura pode viabilizar a vinda de Wagner, o reencontro de mãe e filho e o regresso de dona Clarice à sua família.

Mais uma etapa da minha vida foi alcançada. Crescer sem uma mãe é ruim, mas você ter e não saber onde ela está é pior ainda. Se não fosse pelo esforço dela hoje eu não estaria aqui vivendo esse momento, declarou Wagner, durante o reencontro com a mãe. Para mim é uma vitória. Agora, a única coisa que eu quero é cuidar dela para compensar todo esse tempo perdido. Quero mostrar os netos para ela, que ela nem sabe que tem, e deixá-la bem feliz, completou.

Esta ocasião é uma satisfação para nós trabalhadores da assistência social. Nós trabalhamos para que as pessoas estejam com suas famílias. O sucesso do nosso trabalho é este encontro, afirmou a coordenadora da Central de Resgate Social, Sueli Cortiano. Após o reencontro, Wagner conheceu, ao lado de dona Clarice, as dependências do da Central de Resgate Social, onde ela pode se despedir de seus companheiros de albergue. Mais tarde, retornaram a São Paulo, para casa.

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