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Transporte público

Passagem de ônibus subirá de R$ 4,25 para R$ 4,50 em Curitiba

A tarifa de ônibus em Curitiba terá um reajuste de 6% e vai subir de R$ 4,25 para R$ 4,50 a partir do dia 28 de fevereiro. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (22) pelo prefeito Rafael Greca (PMN), em um vídeo em que aparece ao lado do governador Ratinho Júnior (PSD). Greca disse em entrevista à rádio CBN que passagens compradas até o dia 28 no cartão transporte ainda terão o custo antigo, de R$ 4,25. 

O governo do Estado anunciou um subsídio de R$ 150 milhões. "Se não houvesse essa parceria entre prefeitura, governo do Estado, essa tarifa passaria de R$ 5,20 em Curitiba e nas cidades do entorno. Estamos juntando todos os nossos esforços financeiros, cortando gastos, para que junto com a prefeitura voltemos a construir a Curitiba e a Região Metropolitana que sempre sonhamos, com planejamento”, disse o governador.

A prefeitura e o governo firmaram acordo para criação do Programa de Economia Popular e tarifa social do transporte coletivo. De acordo com o governo, o acordo tem objetivo de ajudar a manter em R$ 4,50 a tarifa do transporte da capital e de municípios integrados, frente a uma tarifa técnica (custo real do sistema) que poderá chegar a R$ 5,20. Segundo a prefeitura, o programa terá aporte neste ano de R$ 50 milhões da Prefeitura, R$ 50 milhões do Governo do Estado e mais R$ 100 milhões em obras na capital.

Dentro do programa está previsto a fusão entre Urbs (Urbanização de Curitiba S/A) e Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba) em uma Agência Metropolitana de Transporte. Um grupo de trabalho será formado para encaminhar essa união.

O acordo prevê ainda vias exclusivas de transporte, bilhetagem eletrônica única entre Curitiba e RMC e mais linhas integradas começando com a Tupi/Vila Juliana, entre Araucária e o bairro Tatuquara. 

Tarifa Técnica
Congelada por dois anos, o reajuste de R$ 4,25 para R$ 4,50 na tarifa do passageiro de Curitiba ficou abaixo do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), 5,8% contra 6,7%, considerando o período de fevereiro de 2017 (último reajuste) a janeiro de 2019. A Urbs está fechando a data que começará a valer a nova tarifa social.

"Fizemos todo o esforço possível e conseguimos manter congelada por dois anos, mas agora, como os aumentos do diesel, a previsão de um aumento salarial de motoristas e cobradores de aproximadamente 3,8%, e outros impostos foi necessário reajustar para não comprometer o equilíbrio financeiro do sistema”, explica Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbs.

Diesel
Com a retirada do desconto do ICMS do diesel a partir janeiro deste ano, o principal insumo dos ônibus aumentou 13%, e poderá chegar a 23% nos próximos meses. A base de cálculo é a pesquisa da Agência Nacional de Petróleo. Por dia os ônibus das 250 linhas urbanas fazem 14 mil viagens e rodam cerca de 282 mil quilômetros.

A Urbs também está projetando um aumento de 3,5% para motoristas e cobradores. As despesas com pessoal é o maior custo na planilha do transporte, correspondendo a 56,7%% dos custos do sistema.

Todos esses itens incidirão no custo real do transporte (tarifa técnica) para aproximadamente R$ 5,20. Atualmente a tarifa técnica está em R$ 4,79.

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