Sem remédios, insumos e comida

Greve dos caminhoneiros já coloca em risco pacientes internados em hospitais do PR

(Foto: Franklin de Freitas)

A greve dos caminhoneiros já coloca em risco pacientes internados em hospitais do Paraná, que também podem ter que adiar cirurgias e suspender o atendimento de emergência e urgência já a partir desta sexta (25). A Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná.(Fehopar) alerta que os hospitais já sofrem com a falta de reposição de seus estoques de materiais, insumos e medicamentos e que os reflexos na assistência já estarão evidentes a partir desta sexta (25), caso a greve continue. Nesta quinta-feira (24), a maioria dos hospitais de porte da Grande Curitiba estava no limite de sua capacidade, o que impacta em suas reservas operacionais, incluindo gêneros alimentícios e de higiene. Segundo a Fehospar, em alguns hospitais da Região Metropolitana de Curitiba, o estoque de gases medicinais deve acabar nas próximas horas. 

De acordo com a nota, a dramática situação, sem precedente na história recente do complexo assistencial, está sendo compartilhada com as autoridades competentes com o objetivo de ser encontrada alternativa para se restabelecer, mesmo que parcialmente, o abastecimento de materiais indispensáveis ao suporte de vida nos hospitais e também nos serviços complementares, já que muitos estabelecimentos especializados em diagnóstico e tratamento foram afetados.

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Representante de mais de 600 hospitais, num universo de quase 15 mil empresas privadas de serviços de saúde existentes no Paraná, a Fehospar avalia que o quadro ganha contornos legais, diante dos riscos civil e criminal que decorrem de eventuais danos aos pacientes internados.

A Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa), representando 61 instituições no Estado, informou que entrega de medicamentos e materiais já está sendo afetada.  Responsáveis por 50% do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná, as santas casas mantêm estoques limitados de medicamentos e materiais. Há possibilidade de adiamento de procedimentos eletivos, garantindo, assim, os atendimentos de urgência e emergência.