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HUB de IA do Senai no Paraná completa dois anos e já entregou mais de 60 projetos

(Foto: Gelson Bampi l Sistema Fiep)

Avançando mais um passo para se tornar ainda mais destaque em todo o país, a cidade de Londrina ganhou há dois anos o HUB de Inteligência Artificial (IA) do Senai no Paraná. O espaço une todo um ecossistema de inovação relacionado à IA – indústrias, empresas de TI, startups, instituições de pesquisa e de ensino, e atua como um Centro de Provas de Conceito de Inteligência Artificial, ou uma “fábrica de POCs”, para que as empresas experimentem a aplicação de IA de forma acessível e ágil.

O HUB, criado em 2019, tem expertise para acelerar a adoção das novas tecnologias nas indústrias brasileiras, unir startups que queiram provar o conceito das ideias e empresas que desejam identificar soluções prontas para adoção, além de formar capital humano apto a desenvolver e aplicar a IA na indústria. Com esse foco, criou o Programa de Residência em Inteligência Artificial, que busca impulsionar a formação de profissionais para atender as demandas do mercado. Assim como em uma residência médica, o programa alia teoria à prática e é baseado na aplicação das tecnologias de IA em casos reais de empresas parceiras.

O programa, ao longo dos anos, já entregou 68 projetos e está com 26 em andamento, formou 29 residentes, com mais 28 em processo de formação, e atuou com cerca de 43 empresas parceiras. A consolidação do HUB, segundo o gerente executivo de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep Fabrício Luz Lopes, é a prova de que a inteligência artificial serve para todos os setores industriais e para várias áreas diferentes da indústria. “O segundo ano foi marcado pela entrega de muitos projetos que deixaram a indústria mais competitiva, mais segura, mais produtiva e mais inteligente. Implementamos um HUB de um tema que ainda é tão novo para a indústria, e conseguimos convencer as empresas a caminharem dentro do mundo da inteligência artificial e ter resultados devido à essa implementação. Entregamos projetos que já estão sendo utilizados, fabricados, dando retorno para indústria e esse é o ponto principal”.

Henry Carlo Cabral, gerente do Senai em Londrina, esclarece que a metodologia de trabalho com o apoio do HUB acelera muito a aplicação dentro das empresas e traz muitos ganhos para as indústrias do país. “Nesses 2 anos do HUB as empresas puderam conhecer e implementar projetos utilizando as tecnologias de Inteligência artificial de uma maneira rápida e com baixo custo, através de provas de conceito. Assim, percebeu-se na prática que a IA é uma ferramenta de otimização de processo e que pode ser aplicada independentemente do tamanho da empresa”, lembra Cabral. “Com o espaço, o Senai no Paraná disponibiliza não só as competências do Instituto de Londrina, mas as competências da rede de laboratórios e Institutos do Paraná e do Brasil. É um grande apoio para as empresas”.

São muitas as soluções desenvolvidas para as indústrias e startups paranaenses pelo HUB de Inteligência Artificial do Senai. Seja análise de dados e otimização de pedidos para caminhão tanque de combustível, na Viasoft, desenvolvimento de contador de peças a partir de foto com um bot de Telegram, para a Pado, ou contagem e classificação de moscas brancas em folha de soja através de uma rede neural treinada para identificar o estágio da larva/mosca e realizar a contagem de cada classe, na Embrapa. As estratégias envolvem diversos segmentos industriais e tem como objetivo melhorar o fluxo das empresas, alavancando e trazendo competitividade para o mercado.

Com a Votorantim, alguns projetos foram desenvolvidos. Entre eles, o de análise de dados de acidentes na planta de produção da empresa. A ferramenta desenvolvida analisou semanticamente toda a base e realizou uma reclassificação, além de agrupar termos situações semelhantes para facilitar a análise dos técnicos. Luiza Castelo Branco de Sá, analista de negócios na área de novas tecnologias da Votorantim, conta que, em uma das sprints, trabalharam para encontrar padrões dentro de relatos de funcionários da CBA, instituição do Grupo, sobre a segurança dentro da fábrica, entender o tipo de impacto que estava acontecendo com maior frequência e agrupar esses relatos. “A experiência foi bem interessante para nós. Conseguimos entender muito melhor qual é o potencial de utilização das bases de dados que temos disponíveis para poder endereçar os problemas. Os especialistas do Senai conseguiram extrair padrões e encontrar correlações bastante relevantes dentro desses dados, inclusive construir modelos que vão ser utilizados internamente, por exemplo de agrupar relatos de segurança da CBA”, esclarece.

Luiza conta que participar do programa de Residência em Inteligência Artificial os ajudou a acelerar o desenvolvimento de soluções internas que eram necessárias e disseminar o conhecimento entre todos os participantes da Votorantim. “É um acelerador muito interessante para poder de fato colocar a mão na massa e explorar o potencial de construção de solução de dados para os desafios das empresas. A formação do Senai é muito robusta, são profissionais que saem como uma visão muito boa de como construir modelos relevantes para o contexto das empresas em si e não apenas modelos para utilizar em treinamentos, na academia, enfim, então é realmente um acelerador para transformação digital e para aceleração das empresas”, reforça a analista.

Para conhecer diversas histórias de sucesso implementadas pelo HUB de IA, confira o e-book preparado pelo Senai no Paraná. Além disso, no site do Senai no Paraná é possível fazer um tour pela estrutura do HUB. Veja aqui!

Para mais informações sobre o HUB e todas as soluções do Senai relacionadas à Tecnologia e Inovação, acesse o site do Senai no Paraná.