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Política em debate

Impasse

(Foto: Arquivo/Bem Paraná)

A entrada da cúpula da Assembleia Legislativa nas negociações entre servidores públicos e o governo do Estado não conseguiu fazer avançar as conversas sobre o reajuste salarial da categoria, em greve desde o dia 25. Ontem, os deputados da Mesa Diretora da Casa informaram ao Fórum das Entidades Sindicais (FES/PR) que o Executivo continua “irredutível”, em relação à data-base e à proposta de pagamento parcelado até 2022 da reposição de 5,09%, com a primeira parcela de 2% apenas em janeiro do ano que vem. Os sindicalistas voltam a se reunir hoje com o líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD), para pedir a formalização da proposta.

Privilégio
O fórum também divulgou nota ontem rebatendo carta aberta publicada na quarta-feira pela Associação Comercial do Paraná (ACP) na qual a entidade defende que o governo do Estado não conceda nenhum reajuste salarial aos servidores públicos. No texto, o FES aponta que “a ACP representa setor privilegiado pelo governo estadual, que recebe vantagem de não pagar mais de R$ 10 bilhões em isenção de impostos por ano”, e “mente com o objetivo de confundir a sociedade paranaense e colocá-la contra os servidores públicos que lutam pela justa recomposição salarial”.

Caçamba
O Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) do Ministério Público em Guarapuava ajuizou nova ação civil pública no âmbito da Operação Caçamba. Deflagrada em 2015, a investigação apurou a ocorrência dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraudes a licitações, peculato e falsidade ideológica, envolvendo empresários e pessoas ligadas à prefeitura de Prudentópolis – incluindo o então prefeito e outras autoridades (gestões 2013-2016).

Favorecimento
Na ação, que é a terceira proposta na operação, são denunciados o ex-prefeito de Prudentópolis, um ex-diretor do Departamento Rodoviário do Município, dois empresários e uma empresa. Eles são acusados de direcionar e superfaturar licitação ocorrida em 2013 para locação de três caminhões caçamba em favor da empresa. Segundo o MP, o superfaturamento superou 51% do valor de dois dos caminhões e outros 26% no terceiro caminhão, resultando ao Município um prejuízo de R$ 392.408,35. Em contrapartida, o empresário teria pagou propina ao então prefeito no valor de, pelo menos, R$ 30 mil.

Flagrante
O Núcleo de Francisco Beltrão do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do efetuou prisão em flagrante, na terça-feira, de duas pessoas investigadas por utilização indevida de máquinas da prefeitura de Nova Prata do Iguaçu (Sudoeste) para fins particulares. Uma das pessoas presas é o secretário de Viação e Obras do município. Segundo o MP, foi constatado que as máquinas estavam sendo utilizadas em obras de infraestrutura em loteamento particular, que sequer possui licença de instalação. Além disso, também foram localizados máquinas e caminhões da prefeitura sendo usados para extração de cascalho em terreno próximo ao local, onde foi preso o secretário municipal, responsável pelas autorizações dos serviços.

Inelegíveis
A partir do ano que vem o Tribunal de Contas do Estado (TCE/PR) vai enviar duas listas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para subsidiar o registro ou indeferimento de candidaturas às eleições municipais. Além da tradicional relação dos gestores públicos com contas já julgadas e desaprovadas, será encaminhada uma listagem com o nome dos prefeitos cujas contas tiveram pareceres prévios do TCE pela rejeição, mas que ainda não foram julgados pelas câmaras municipais.

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