Semana que vem

Inquérito sobre tortura de crianças em escola no Água Verde está perto do fim

Os delegados José Barreto e Ellen Victer, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente
Os delegados José Barreto e Ellen Victer, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Foto: Valquir Aureliano)

Os delegados José Barreto e Ellen Victer, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), devem concluir o inquérito sobre a suspeita de agressão e tortura na Escola Cimdy, no Água Verde,  no início da próxima semana. Eles já ouviram mais de 50 testemunhas sobre o caso da diretora e proprietária da escola. suspeita de torturar crianças de 0 a 6 anos. O inquérito trabalha com denúncia por tortura, fraude processual e coação. A previsão é que o laudo do Instituto de Criminalística sobre as imagens das câmeras de segurança internas fique pronto no máximo na próxima segunda-feira (22). Como foram entregues pelos advogados de defesa é preciso verificar se as imagens não foram manipuladas.

O boletim de ocorrência foi feito no dia 1 de abril com base em dois vídeos do circuito interno da escola, captados por uma funcionária. Num deles, a diretora fica em cima de uma criança de aproximadamente 2 anos, aparentemente a sufocando para dormir. No outro, a diretora briga com duas crianças também de dois anos, chacoalha uma delas e  bate na boca de outra. Esses dois vídeos foram compartilhados com os pais e acabaram enbasando a denúncia. O laudo dos psicólogos que ouviram algumas das crianças já foi entregue aos delegados. 

A própria suspeita, 64 anos, se apresentou espontaneamente à polícia e foi ouvida no dia 4 de abril e não chegou a ser presa, porque não houve flagrante e ela se mostrou disposta a colaborar com a polícia. Segundo os delegados, muito calma, ela admitiu ser rígida na educação das crianças, mas negou o crime de tortura.

Após a denúncia, a escola foi fechada, porque os pais resolveram tirar as crianças do estabelecimento após as denúncias.

RELEMBRE O CASO AQUI

Nota Sinepe

O Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (SINEPE) encaminhou uma nota em que afirma que "orienta seus associados sobre a legislação, promove eventos que buscam trazer para os gestores conhecimento de questões educacionais, legais etc, mas que situações como esta são CASO DE POLÍCIA. É claro que o SINEPE nunca vai apoiar ou tomar qualquer atitude que seja conivente a esse tipo de situação, mas, como dito, ocorrência policial deve ser tratada pela polícia e pelas autoridades competentes. Até por que sequer sabermos o que aconteceu, não temos como fazer juízo de valores sobre a escola, mas, diante das denúncias, ela que responda às autoridades, nos termos da lei", diz a nota.

Aos pais, o Sinepe orienta "que os pais sempre busquem referências das escolas antes de fazer matrícula e, depois, que sempre estejam próximos da escola e seus dirigentes, comparecendo às reuniões e frequentando o ambiente institucional o mais reiteradamente possível, para que se crie confiança entre o aluno, escola e os pais."

Nota de esclarecimento 

"A escola Cimdy tem um histórico de mais de duas décadas comprometido com e educação e a formação de centenas de indivíduos. 
O respeito e a confiança sempre pautaram as relações entre instituição, pais e alunos. Uma condição validada por alunos, ex-alunos e pessoas que se envolveram com a instituição de ensino em todos esses anos. 
A denúncia não define a conduta e a atuação da escola, a qualidade de seu histórico, nem a credibilidade de toda a equipe de profissionais que nela ou com ela trabalham. 
Os responsáveis pela escola estão à disposição das autoridades públicas para prestar todos os esclarecimentos necessários e se dedicam para, acima de tudo, preservar os alunos e conceder segurança no relacionamento com os pais e prestadores de serviços envolvidos com a instituição. 

Cimdy Educação Infantil"