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Irritado com o governo, centrão ameaça apresentação de relatório da Previdência nesta quinta

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Líderes do centrão querem impedir que o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), apresente nesta quinta-feira (26) a nova versão da proposta, o que seria mais um adiamento no cronograma do principal projeto do presidente Jair Bolsonaro no Congresso.

Irritados com o governo, integrantes do grupo que representa a maioria da Câmara afirmam que a leitura do novo relatório deve ocorrer apenas na próxima semana, provavelmente na terça (2).

O centrão é um grupo de partidos independentes ao governo e que, juntos, são maioria na Câmara.

Sem acordo com o centrão, Moreira não divulgou nesta quarta (26) a nova versão do parecer. Enquanto ele estava na comissão especial na expectativa de ler o texto, líderes partidários se reuniram com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir mudanças na reforma.

Deputados querem que o PSL, partido de Bolsonaro, desista de buscar regras mais benéficas para profissionais da segurança pública, o que desidrataria a reforma da Previdência num momento em que parlamentarem têm desgaste político em votar uma medida impopular.

Por outro lado, parte do centrão insiste que Moreira suavize os critérios de aposentadoria para professores e também para os próprios parlamentares.

A declaração da líder do governo, deputado Joice Hasselmann (PSL-SP), também desagradou lideranças da Câmara. Ela informou que o governo negocia mudanças no BPC (benefício assistencial pago a idosos e deficientes).

Apesar de a proposta de Hasselmann facilitar o recebimento do benefício para famílias com pessoas com doenças raras e deficiência, a ideia não foi bem explicada e deputados interpretaram como algo ruim para a população.

O presidente da comissão especial, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), foi avisado sobre a posição do centrão. Ramos não garante mais que o novo relatório de Moreira será apresentado na quinta.

Alguns líderes do centrão já estimam que a votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara ocorra apenas no segundo semestre.

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