Ceará 2 x 1 Coritiba

Jorginho se diz ‘tranquilo’ quanto ao seu trabalho e lamenta que jogadores não estão ‘tomando a decisão certa’

(Foto: Valquir Aureliano/ Arquivo Bem Paraná)

Após mais uma derrota do Coritiba (a décima em 18 rodadas do Campeonato Brasileiro), o técnico Jorginho se disse ‘tranquilo’ com relação ao trabalho que ele e sua comissão técnica estão desenvolvendo no Alto da Glória. Na opinião do treinador coxa-branca, a equipe, apesar dos resultados ruins, tem conseguido apresentar um bom futebol em campo, cria oportunidades de gol, mas tem pecado justamente na hora de definir as jogadas.

"Tem sido recorrente, infelizmente a gente não tem conseguido concluir [a gol] da forma como a gente imagina, a gente vem treinando. Eu, como treinador, a minha função é criar justamente as movimentações necessárias para que a gente chegue a ter oportunidades de gol e as oportunidades estão surgindo, infelizmente a gente não está conseguindo concluir”, disse o comandante alviverde depois da partida na Arena Castelão, da qual o Coritiba saiu de campo derrotado por 2 a 1 pelo Ceará, de virada.

CONFIRA O RELATO COMPLETO DA PARTIDA: Coxa faz gol relâmpago, mas vacila e cede virada ao Ceará: 'Está ficando feio', diz Giovanni Augusto

CONFIRA AS ATUAÇÕES INDIVIDUAIS: Coritiba faz boa exibição, mas peca nos momentos-chave

Questionado se estaria se sentindo pressionado por conta da má fase de sua equipe, o treinador disse que a diretoria tem lhe passado confiança e tranquilidade e afirmou acreditar que o trabalho tem sido bem feito por ele, ressaltando ainda que o elenco não foi montado por ele, que está há pouco tempo no cargo.

"Pelo menos por parte da diretoria aqui eles têm me deixado confiante e tranquilo [na continuidade do trabalho]. O trabalho está sendo feito e eu acho que o mais importante é a gente analisar… Claro que a gente tem que ver a questão da pontuação, mas a equipe está jogando bem, eu estou aqui há dois meses, né. Eu não tô aqui há um ano, há um ano e meio, eu não montei, por exemplo, esse elenco, né. Alguns jogadores, sim, foram oportunidades que vieram”, comentou o técnico coxa-branca. “ Eu tenho conversado com os jogadores, falado daquilo que a gente é como treinador, como comissão técnica a gente dá todas as possibilidades, a gente cria as possibilidades para que naturalmente chegue ali na hora e o jogador tome a sua melhor decisão, e infelizmente as decisões tomadas não têm sido as melhores, a gente não tem conseguido concluir e com isso não tem conseguido vencer os jogos”, complementou.

Confira, abaixo, os principais destaques da entrevista pós-jogo do treinador do Coritiba

‘Nossa situação vai ficando mais delicada. A gente sabe que precisa melhorar muito’

A gente sabe que os jogadores estão procurando a fazer o melhor, deram o melhor de si, tem a felicidade do goleiro adversário, mas até dentro do jogo houve um momento em que eu desabafei, porque a gente está criando muitas oportunidades, a gente teve 64% de posse de bola, mas de nada adianta ter a posse de bola se a gente não consegue, no passe final ou no chute decisivo, fazer os gols, porque o que a gente precisa agora são de pontos. Então a gente tem feito os trabalhos durante a semana e o que nos resta é começar todos os treinamentos por finalização, vai ser uma ordem agora de finalizar, porque a gente precisa, desesperadamente a gente precisa. A gente não pode deixar que aqueles que estão fora da zona de rebaixamento se afastem porque dificulta muito e a situação vai ficando mais delicada. A gente sabe que precisa melhorar muito no segundo turno na questão dos pontos para alcançar o objetivo de permanecer na Primeira Divisão.’

‘Eu tenho responsabilidade, mas a equipe tem jogado de igual para igual’

Eu não quero de forma nenhuma me eximir da responsabilidade, eu tenho responsabilidade, sim, porque sou o comandante, mas a equipe tem jogado de igual para igual e em muitos casos a gente tem superado o nosso adversário. Fizemos um excelente segundo tempo, se a gente pensar talvez no ponto que deixamos para trás, o jogo do Santos que a gente poderia ter empatado, o jogo do Atlético-MG, que a gente poderia ter empatado, com certeza são dois pontos, e o jogo do Goiás, que a gente tinha que ter ganho aquele jogo, infelizmente veio a expulsão e aí tomamos a virada e conseguimos empatar. E isso nos coloca em uma situação extremamente delicada.

‘A gente cria as possibilidades, mas as decisões tomadas não têm sido as melhores’

Tivemos, em 10, 15 minutos, quatro oportunidades claras, mas muito claras de gol. E aí é uma situação de jogo que a gente não tem e... Eu tenho conversado com os jogadores, falado daquilo que a gente é como treinador, como comissão técnica a gente dá todas as possibilidades, a gente cria as possibilidades para que naturalmente chegue ali na hora e o jogador tome a sua melhor decisão, e infelizmente as decisões tomadas não têm sido as melhores, a gente não tem conseguido concluir e com isso não tem conseguido vencer os jogos. Mas assim, eu estou tranquilo em relação ao meu trabalho, tenho feito aquilo de melhor, tenho procurado tirar o melhor dessa equipe. Talvez não tenha sido o melhor em termos de finalização, mas é uma coisa que a gente tem treinado, meus assessores de imprensa aqui sabem o quanto a gente treina isso, mas infelizmente a coisa não tem acontecido.

‘A diretoria tem toda a liberdade para fazer aquilo que acha melhor’

Isso não me deixa, de forma nenhuma, preocupado, desesperado. Não, de forma nenhuma. Eu sou um cara muito perseverante, persevero na minha vida, sou um cara muito otimista, trabalhador, e vou continuar acreditando enquanto acreditarem no meu trabalho e me derem oportunidade de continuar trabalhando. Mas, como eu falei no jogo passado, a diretoria tem toda a liberdade de fazer aquilo que acha melhor. O trabalho etá sendo bem feito, o trabalho está sendo melhor, a gente está tentando sugar de todas as formas aquilo que os jogadores têm de melhor, tem demonstrado isso, a gente tem feito grandes partidas, mas está faltando o mais importante, que é o gol e os três pontos.

‘[Serrafiore] Só joga numa posição, e é o Gio quem está jogando por ali’

A grande realidade é que todas as vezes que se perde a gente questiona sempre o que está de fora. É claro que o Serrafiore é uma situação especial, porque se trata de um jogador que veio do Inter. É um jogador muito jovem, que só joga nessa posição, como meia-atacante, aquele que flutua entre as duas últimas linhas do adversário. E simplesmente é o Gio (Giovanni Augusto) quem está jogando por ali, o jogador hoje de maior destaque, um jogador de criatividade, um jogador que finaliza, um jogador que o último passe dele é sempre muito bom, um jogador que chama realmente a responsabilidade para ele, e é uma decisão nossa, da comissão técnica, não tirar o Gio. Por isso o Serrafiore não tem entrado.