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Justiça determina final do Carioca com portões fechados após pedido do Flu

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - A polêmica pelo setor sul do Maracanã parecia ter chegado a um capítulo final na tarde deste sábado (16) quando o presidente do Fluminense, Pedro Abad, admitiu que o clube havia perdido a briga com o Vasco e ficaria no lado oposto. Somente parecia.

Isso porque a Justiça do Rio entrou em ação na noite deste sábado, aceitou pedido dos tricolores e determinou que a final da Taça Guanabara deste domingo (17) ocorrerá sem a presença de ambas as torcidas.

O Fluminense estava inconformado com a postura adotada por Vasco e o consórcio do Maracanã, que ignoraram a presença de um contrato que garante a torcida tricolor no setor sul em jogos no estádio.

O clube das Laranjeiras não contava com apoio de nenhuma das partes interessadas. Nem Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), nem Maracanã e, claro, nem o Vasco.

A diretoria tricolor, no entanto, estava bem embasada juridicamente e conseguiu evitar que a torcida do Vasco ficasse com o setor sul. Enquanto o presidente Pedro Abad concedia entrevista e convocava os torcedores para irem ao estádio, o departamento jurídico do clube fazia o necessário para que o clube não sofresse o revés nos bastidores.

Dessa forma, o Fluminense conseguiu empatar o 'duelo'. Se ele não pode ficar com o setor sul, mesmo com contrato justificando a opção, o Vasco também não pode.

O Maracanã nega o descumprimento do contrato. "O documento firmado entre ambas as partes dispõe de forma clara, no anexo 5, que a torcida do clube poderá ser alocada em outros setores do Maracanã nos casos especificamente em que o Fluminense for visitante, como é o caso da final da Taça Guanabara", escreveram os representantes do estádio em nota oficial.

Entenda o caso Em 1950, o Vasco foi campeão carioca e ganhou o direito de escolher o lado que sua torcida ficaria no Maracanã. A medida foi respeitada até 2013, quando o estádio passou por reformas e assinou novos contratos com os clubes.

Como Vasco e Botafogo jogam em São Januário e Nilton Santos, respectivamente, o consórcio, então, assinou com Flamengo e Fluminense. O clube rubro-negro se manteve no setor norte, enquanto o Fluminense ganhou a possibilidade de oficializar o setor sul - trocava de lado toda vez que enfrentava o Vasco.

Desde então, mesmo sob o comando de Eurico Miranda, o Vasco acatou a nova decisão e passou a ocupar o setor norte em jogos contra o Fluminense.

O problema é que o consórcio está sob nova direção e o novo presidente, Mauro Darzé, não demonstrou muito interesse em reforçar a parceria com o Fluminense e tomou partido do Vasco desta vez.

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