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Cinco casos

Manifestação lembra suicídios de empregados na Caixa na Grande Curitiba

Manifestação lembra suicídios de empregados na Caixa na Grande Curitiba

Nesta quinta-feira (22), o Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região vai realizar uma mobilização, a partir das 9h00, em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal, na Praça Carlos Gomes. O ato é em defesa da saúde a da vida dos empregados do banco. Na capital paranaense, somente nos últimos três anos, cinco bancários da Caixa cometeram suicídio. Após solicitação do Sindicato, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já iniciou um procedimento preparatório para averiguar os casos.

Histórico
Em 2015, um empregado da agência Pien tirou a própria vida na porta da agência bancária. Segundo relatos, teria deixado um bilhete dizendo não aguentar mais a pressão. Em 2017, outro empregado se jogou do oitavo andar do edifício da Praça Carlos Gomes, justamente no dia da confirmação de sua aposentadoria. Conforme relatos, teria dito que a Caixa era a sua vida. No último dia 02 de fevereiro, mais uma vítima cometeu suicídio, desta vez na sede do Sindicato, exatos três dias após assinar um acordo como banco, por ter saído no PDV. Segundo relatos, estava arrependido de ter deixado a Caixa. A entidade acompanhou ainda outros dois casos, em situações semelhantes, de empregados das agências Água Verde e Av. Iraí.

Cinco vítimas fatais em três anos. Todos eles apontando para o trabalho como componente determinante para o ato. A pergunta que fica é: quantos casos ainda precisam ocorrer para que a direção da Caixa se conscientize da gravidade dos problemas gerados por esse método de gestão que visa apenas o lucro e despreza a vida?, questiona Genesio Cardoso, dirigente sindical.

Gestão que adoece e mata
Dados da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná, divulgados em 2017, apontam a categoria bancária em primeiro lugar entre as notificações de transtornos mentais relacionados ao trabalho. No caso especifico da Caixa, o Sindicato vem denunciando que a precarização das condições de trabalho – devido à falta de empregados, cobrança de metas abusivas e jornada extenuante, além das ameaças de retirada de função e transferências compulsórias – tem causado adoecimento de todo o quadro.

O número de trabalhadores afastado para tratamento de saúde mental é assustador e a quantidade de funcionários que estão em atividade sob efeito de medicação controlada é igualmente alarmante, conforme aponta a consulta anual realizada pelo Sindicato, salienta Genesio Cardoso.

Nos últimos três anos, a Caixa realizou vários Planos de Demissão Voluntária (PDV), reduzindo seu quadro em mais de 15 mil funcionários no País. Por outro lado, o número de operações realizadas aumentou consideravelmente, por conta de ações do Governo, como o pagamento do FGTS inativo e, no caso de Curitiba, a aquisição da folha de pessoal da Prefeitura, com aproximadamente 50 mil contas. Tudo isso sem contratar um único empregado.

Mas as denúncias realizadas pelo Sindicato não sensibilizaram a direção do banco, que continua precarizando as condições de trabalho, com a retirada de comissionamentos e transferências compulsórias por reestruturação. Tal situação tem levado os empregados da Caixa ao desespero, destaca o dirigente.

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