Crise do Coronavírus

Mesmo com nova bandeira, Abrabar irá à Justiça para pedir medidas mais brandas em Curitiba

Fiscalização no Largo da Ordem, no Centro Histórico de Curitiba
Fiscalização no Largo da Ordem, no Centro Histórico de Curitiba (Foto: Franklin de Freitas)

Mesmo com o abrandamento das medidas de isolamento social em Curitiba, com a cidade passando da bandeira laranja para a bandeira amarela no enfrentamento à pandemia de coronavírus, empresários do ramo gastronômico ainda não estão satisfeitos e prometem ir à Justiça na tentativa de garantir a adoção de restrições mais brandas no que diz respeito ao funcionamento de restaurantes, bares e casas noturnas de Curitiba.

De acordo com Fábio Aguayo, presidente da Abrabar, a idéia da categoria é questionar alguns pontos das novas regras que passam a valer na cidade a partir desta terça-feira. O principal questionamento diz respeito às casas noturnas e eventos corporativos e festivos, cujas atividades estão suspensas há quase seis meses.

"Novamente o decreto não trata do plano de retomada de atividades suspensas de nossa categoria desde março. Precisamos de luz e planejamento", reclama Aguayo. "Precisamos tomar providências nessas casos, conversar sobre datas para retorno das atividades. Nenhum empresário consegue sobreviver sem plenajemanto", complementa.

Ainda segundo o representante da categoria, outros questionamentos dizem respeito à restrição de apenas uma pessoa para cada nove metros quadrados do imóvel; o horário de funcionamento dos estabelecimentos, que permanece restrito; a proibição do buffet por quilo; e a proibição de música ao vivo nos estabelecimentos..

"Temos que ter o mesmo benefício do transporte coletivo, os hotéis, com opcupação de 50%. O atual, de nove metros quadrados por pessoa, é inviável pros nossos negócios. Também esperávamos que poderíamos trabalhar até, pelo menos, 24 horas. Também nos preocupa a proibição do buffet por quilo. Outra coisa é o crescente número de festas clandestinas. E por que continuar a proibição de música ao vivo? Queremos o direito de trabalhar. Vamos à Justiça questionar mais uma vez o decreto atual."