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Paraná

Mulheres de Curitiba têm aula de karatê para aprender autodefesa

Mulheres de Curitiba têm aula de karatê para aprender autodefesa

A Prefeitura de Curitiba promoveu uma aula de defesa pessoal feminina, como parte da parte da programação do Março Lilás, que comemora ao longo de todo o mês o Dia Internacional da Mulher.

Os ensinamentos para aprimorar a autodefesa atraíram cerca de 60 mulheres à Rua da Cidadania do Boqueirão, na ação realizada pela Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (Smelj). É um tema que está em foco, principalmente quando se leva em consideração os índices de violência contra a mulher, afirma Rosimeire Soares, coordenadora de atendimento da Regional.

Shubu-dô
A palestra foi ministrada pelo Grão Mestre Edson Carlos de Oliveira, fundador do Karatê Shubu-dô – vertente das artes marciais especializada em defesa pessoal. A equipe coordenada por Edson também realizou demonstrações práticas para o público. É importante ter treinamento, conhecimento e saber a hora de agir, defende o Grão Mestre.

Monique Figueira, membro do Karatê Shubu-dô, diz que o minicurso oferecido pelo grupo procura ensinar técnicas para evitar roubos e contra-atacar abordagens. A mulher precisa saber se defender, afirmou. Não necessariamente atacando o agressor, mas no sentido de prestar atenção ao redor para contornar possíveis situações de risco.

Proveito
Adélia Marquart, 64 anos, foi uma das figuras mais animadas entre o público reunido nesta terça-feira (7/3). Ela pratica atividades de alongamento na Praça Agostinho Legrós, no Boqueirão, e fez questão de participar do evento. Coisas assim precisam acontecer outras vezes, diz. Para ela, que se considera uma eterna jovem, conhecer técnicas de defesa aumentam o sentimento de segurança. Em caso de assalto ou agressão, não podemos nos intimidar, diz.

Para a dona de casa Roseli Mendes, 62 anos, a palestra do Karatê Shubu-dô foi muito bem-vinda. Quanto mais a gente aprender, melhor, destacou. É essencial para nós que andamos na rua o tempo todo.

Ficamos muito felizes, conta Matilde Hinça, 72 anos, moradora do Hauer e frequentadora dos grupos de ginástica da Regional há 15 anos. Ela acredita que, além da aprendizagem, o evento proporciona momentos de interação entre quem participa: É muito bom ter contato com outras mulheres e conhecer suas histórias. A aposentada ainda afirma que a iniciativa é um gesto de reconhecimento. Lembram que somos mulheres batalhadoras, completa.

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