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Na Europa, negociação das transmissões dos jogos e divisão do bolo são coletivas

Nas principais ligas da Europa as negociações de direitos de transmissão são coletivas, assim como a distribuição do dinheiro arrecadado. O campeonato de maior sucesso é o Inglês, com arrecadações bilionárias e audiência global.

A Premier League centraliza, organiza e comercializa os pacotes de transmissão de todo o campeonato. O dinheiro é repartido entre clubes de maneira a não provocar grande desequilíbrio. Metade das receitas é dividida igualmente para todos os clubes da Primeira Divisão; 25% varia conforme a posição da equipe na tabela de classificação e o restante é distribuído de acordo com o número de partidas transmitidas na TV.

Essa regra vale para as transmissões internas. Com relação ao mercado exterior, o dinheiro da TV é dividido igualmente para todos os clubes do torneio.

O modelo inglês, que começou a ser implantado ainda na década de 1990, virou exemplo para outros campeonatos, que seguem o formato com pequenas variações. Na Espanha, por exemplo, a diferença está nos 25% referentes à presença do público nos estádios e audiência televisiva gerada. As regras foram feitas para tentar minimizar o domínio da dupla Real Madrid e Barcelona e não "estrangular" financeiramente as demais equipes do país.

A mesma coisa ocorre na Itália. A diferença é que no Campeonato Italiano o porcentual dos fatores de torcida e audiência é menor, de 20%.

Essa mesma lógica, no entanto, não funciona em Portugal, onde a negociação dos direitos de transmissão se assemelha ao Brasil e é feita individualmente. O Benfica, por exemplo, criou o seu próprio canal de televisão, onde transmite seus jogos como mandante. A estratégia foi seguida pelo Porto, outro grande clube do país. Assim, as duas equipes dominam as transmissões esportivas e arrecadam bem mais do que os seus adversários, que não possuem o mesmo potencial para atrair parceiros.

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