CONFRONTO

Na praça, oposição cobra mais debates

Oito candidatos participaram
Oito candidatos participaram (Foto: Franklin de Freitas)

Oito candidatos de oposição à prefeitura de Curitiba participaram ontem de um debate na praça da Espanha, próximo à residência do prefeito e candidato à reeleição, Rafael Greca (DEM). Professora Samara (PSTU), Fernando Francischini (PSL), Letícia Lanz (PSOL), Eloy Casagrande (Rede), Camila Lanes (PC do B), João Arruda (MDB), professor Mocellin (PV) e Paulo Opuszka (PT) se revezaram no microfone, cobrando a ausência de Greca no único debate realizado no primeiro turno, nos dias 1º e 14º, pela Band TV. O prefeito não compareceu alegando falta de segurança sanitária em razão da pandemia do Covid. Houve ainda troca de farpas entre militantes da campanha de Francischini e das campanhas do PSOL e do PT, que vaiaram o candidato do PSL.
Primeira a discursar, a candidata do PSTU, professora Samara, afirmou que a ausência de Greca nos debates reflete também a postura do prefeito na administração citando a votação do ajuste fiscal proposto pelo prefeito, em 2017, na Ópera de Arame.
Próximo a ser chamado, Francischini precisou da ajuda do candidato do MDB, João Arruda, organizador do evento, para acalmar militantes do PT e do PSOL que o vaiavam. Francischini tentou contemporizar, afirmando que “sempre que os radicais tomam conta do cenário político nós temos enfrentamentos como esse”.
O candidato do PSL também criticou Greca. “Se ele não vem debater, nós vamos estar toda a semana em uma praça diferente de Curitiba. A próxima tem que ser na frente da prefeitura”, defendeu.
Greca reagiu divulgando nota afirmando que os adversários demonstraram não ter “conhecimento de causa”, se limitando a ataques pessoais a ele. “Para mim o desaforo é a ausência do argumento”, apontou.