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Neste fim de semana

Nando Reis apresenta versão desplugada em Curitiba. Leia entrevista

Em conversa com o Bem Paraná, ele fala sobre o show, as músicas o passado, o presente e o futuro
Nando Reis apresenta versão desplugada em Curitiba. Leia entrevista
Nando Reis: “A cabeça está sempre viajando em novas ideias” (Foto: Carol Siqueira)

Dando prosseguimento à proposta do álbum ‘Voz e Violão - No Recreio, Vol. 1’ (2015), Nando Reis retorna a Curitiba com novo show neste sábado (11), no Grande Auditório do Teatro Positivo, com versões desplugadas e intimistas de seus grandes sucessos.
A proposta do show é mostrar ao público novas leituras das músicas, de uma forma que eles consigam imaginá-las da maneira como foram compostas. Também serve como uma renovação dos arranjos de Nando, conhecido por procurar sempre inovar em seus trabalhos.
Na entrevista a seguir, Nando conversou com o Bem Paraná sobre o espetáculo, sua relação com os novos artistas da MPB e falou da relação que possui com os fãs curitibanos. Confira a seguir: 

Bem Paraná — Seu show foi construído usando como base apenas a voz e o violão. Inclusive, é o nome de um álbum seu de 2015. Quais as diferenças entre essa turnê e o ‘Voz e Violão’, de 3 anos atrás?
Nando —
A diferença é a mudança de algumas músicas somente. A estrutura do show é a mesma. É um show no qual o público pode ouvir as músicas da maneira como elas foram compostas.

Bem Paraná — Você é reconhecido como um dos grandes poetas de sua geração. Quando você decidiu seguir de vez a sua carreira solo, você esperava chegar nesse patamar? Ou tudo o que aconteceu foi uma surpresa?
Nando —
Tudo foi uma construção, desde o início. Fico muito feliz que as pessoas me consideram um poeta e que minha música toca cada um que ouve. Saber que o público se identifica com as minhas letras e mensagens me deixa muito satisfeito.

Bem Paraná — Muitos artistas da chamada “nova MPB” possuem uma influência clara do seu estilo musical. Inclusive, você já fez algumas parcerias com nomes importantes desse estilo. Existe alguma parceria em vista, ou algum artista com o qual você ainda não tocou e planeja algum trabalho?
Nando —
A cabeça está sempre viajando em novas ideias, novas parcerias. Fico muito lisonjeado quando outros artistas gravam minhas músicas. 

Cantor criou banco de frases para fãs tatuarem

Bem Paraná - Recentemente, você disponibilizou um banco de frases manuscritas para os fãs que desejam fazer uma tatuagem, e isso, de certa forma, é uma iniciativa inédita. Como surgiu, exatamente, a ideia?
Nando -
Resolvi criar esse banco de frases, pois eu recebia muitas mensagens e pedidos de fãs, para mandar frases das minhas músicas, para que eles pudessem tatuar. Eu e minha equipe, então, pesquisamos os pedidos, selecionamos as canções mais solicitadas e criamos o primeiro lote. Fico feliz e agradecido, por poder proporcionar essa alegria para o público. 

Bem Paraná - Um dos seus maiores clássicos, All Star, completou 20 anos, desde que você a compôs. Com isso, você disponibilizou os rascunhos da música. Pretende fazer isso com outras composições suas?
Nando -
Quem sabe. Pode ser que isso venha a acontecer. Fica o suspense no ar...

Bem Paraná - Muitos artistas estão preferindo lançar músicas diretamente nos serviços de streaming. Como você encara essa prática? Ainda existe uma cobrança dos fãs para você lançar CD’s?
Nando -
Eu vivi toda a transição e a transformação da indústria fonográfica, inclusive com a chegada da era digital. E desde que me tornei independente e tive que aprender a me envolver com a parte comercial, fiz várias experiências para me entender com um mercado que se transforma toda hora. A minha maior dificuldade, com o último álbum que eu lancei, foi encontrar o espaço para atingir a parcela do público que ainda se interessa em adquirir o produto físico, já que a música digital vem tornando a compra do CD uma prática obsoleta. Com a volta do interesse pelo vinil, por exemplo, eu entendi que o avanço tecnológico não se dá de forma linear, que o suporte físico é fundamental para a compreensão da totalidade da criação artística que existe em um disco. Tudo está ligado, a sequência das músicas, a relação multissensorial (auditiva, tátil, visual, olfativa...), a experiência vinda do contato com o objeto, a relação do conteúdo sonoro com a arte da embalagem, enfim...isso se perde um pouco na música digital.

Bem Paraná - No dia 08 de dezembro você também estará no Prime Rock Brasil, que acontece na Pedreira Paulo Leminski. O que vai preparar para o público?
Nando -
Nesse show devo ir com a banda completa, para tocar os sucessos da minha carreira. Por se tratar de um festival, acho primordial esse recorte das canções mais significativas.

Bem Paraná - Você sempre passa por Curitiba, com shows memoráveis e lotados. Possui alguma lembrança específica dos espetáculos que apresentou por aqui? 
Nando -
O público de Curitiba sempre me recebe muito bem. Faço questão de que todas  as minhas turnês passem pela cidade. E agora estou feliz demais em voltar com esse show mais intimista, que conta histórias da minha carreira. Esse show aproxima o público demais e espero que os curitibanos gostem.


SERVIÇO
Nando Reis – Turnê ‘Nando Reis - Voz e Violão’ 

Quando: 11 de agosto de 2018 (Sábado), 20h15 / Início do show: 21h15
Onde: Teatro Positivo – Grande Auditório (R: Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300)
Quanto:  variam de R$70,00 (meia-entrada) a R$210,00 (inteira), de acordo com o setor. No Disk Ingresso. 
Classificação etária: Livre
Informações p/ o público: (41) 33150808 / 33173283/ www.maisumadaprime.com.br
Realização: Prime

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