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Nomeada para substituir Ludmilla, Vanessa da Mata encerra palco de MPB

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Escalada de última hora para cobrir o cancelamento de Ludmilla, que apresentaria sua roda de samba no palco de MPB e samba na rua São João, a cantora Vanessa da Mata se provou uma escolha acertada para o fim da tarde deste domingo (19) e hora derradeira da Virada Cultural.

Com lírios presos ao pedestal do microfone e munida de sucessos que tocaram à exaustão nas rádios brasileiras na década de 2000, como "Ai Ai Ai" e "Boa Sorte/Good Luck", lançada em 2007 com a participação do americano Ben Harper, Vanessa provocou vários coros no público animado, que também dançava com a apresentação enquanto escurecia.

O repertório da mato-grossense é muito mais do que as músicas que tocaram na rádio, no entanto. Passa pelo reggae, com uma versão de "No No No" de Dawn Penn; pelas românticas "Amado", feita com Marcelo Jeneci, e "Nossa Canção"; pelo sambinha de "Fugiu com a Novela" e pelo sertanejo com roupagem rockeira de "Vá Pro Inferno Com Seu Amor", de Milionário & José Rico -os precursores da ostentação, segundo Vanessa.

Ela lembrou Ludmilla antes de começar "Não Me Deixe Só". "Queria desejar melhoras para Ludmilla, espero que ela se recupere logo. Muita proteção", disse.

Depois de dançar ao som dos gritos de "Ele Não" do público, Vanessa cantou "Sampa" no palco próximo a esquina mais famosa de São Paulo.

Antes de encerrar o show fez um discurso contra os políticos, sem citar nomes. "Eu sonho com um dia em que os políticos que entrarem não destruam avanços importantes. Eu sonho com educação de qualidade para todos. Com mulheres chegando em casa sem medo, com todas as mulheres andando juntas e dando voadora em canalha. Eu sonho que a pobreza não seja um defeito ou vista com depreciação como é vista no nosso país", disse. "Esse é um país de todos, ninguém tem direito de mandar alguém ir embora daqui. Essa aqui é a casa de todos", encerrou.

O show de Vanessa encerrou o palco de MPB e Samba, que ao longo da Virada recebeu nomes como Diogo Nogueira, Xênia França, O Grande Encontro e Maria Rita.

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