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Nova York debate multa a pedestres que atravessam a rua mexendo no celular

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Olhar o celular ao atravessar a rua em Nova York poderá dar multas de até US$ 250, caso seja aprovado um projeto de lei em debate no Senado local.

O texto, apresentado em 14 de maio, quer proibir o uso de qualquer dispositivo eletrônico ao cruzar vias, o que inclui celulares, videogames portáteis, tablets e notebooks.

Há uma exceção para os casos em que a pessoa esteja usando o aparelho para se comunicar com equipes de emergência e para policiais e outros agentes durante o expediente.

A multa fica entre US$ 25 (cerca de R$ 101) e US$ 50 (R$ 202) para a primeira infração, US$ 100 (R$ 405) em caso de reincidência e US$ 250 (R$1.013) se a pessoa repetir o crime pela terceira vez.

O projeto ainda precisa ser analisado por comissões do Senado e ser votado em plenário. Uma proposta similar foi lançada na Câmara local no ano passado, mas não avançou.

Um estudo da GHSA (Associação de Segurança Viária dos EUA) apontou que os acidentes envolvendo pedestres nas vias dos Estados Unidos foi de 6.227 em 2018, o maior número desde 1990.

As mortes de pedestres no país caíram ao longo das décadas de 1990 e 2000, mas passaram a subir a partir de 2009. Uma das causas apontadas é o maior uso de smartphones, embora não haja evidências científicas dessa relação.

Outras cidades dos EUA, como Honolulu, no Havaí, aprovaram uma lei como esta em 2017, mas as mortes de pedestres dobraram no ano seguinte: foram de 13 para 26 por ano.

Na cidade de São Paulo, houve 884 mortes no trânsito em 2018, sendo que 371 delas (42%) foram de pedestres, a categoria que concentra o maior número de vítimas. Nos EUA, pessoas a pé representam 16% do total de mortos no trânsito.

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