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No More Tours 2

Ozzy diz adeus em grande estilo e se consagra como o 'Príncipe da Pedreira'

Ozzy diz adeus em grande estilo e se consagra como o 'Príncipe da Pedreira'

Estava virando rotina. Desde a reabertura da Pedreira Paulo Leminski, em 2014, nenhum outro artista se apresentou tantas vezes ao público curitibano como Ozzy Osbourne. Foram três shows, o primeiro em 2015, no Monsters Tour, outro em 2016, com o Black Sabbath, e o mais recente na noite desta quarta-feira (16 de maio), novamente apresentando sua carreira solo.

Estava virando rotina. Mas tudo o que é bom, acaba. E ao que tudo indica, a terceira visita do “Príncipe das Trevas” à cidade foi também a sua última. É que a turnê “No More Tours 2”, que vai durar até 2020 e passará por cinco continentes, deve ser a derradeira do pai do heavy metal, que aos
69 anos de idade ainda não pensa em se aposentar, mas deve encerrar com as longas turnês mundo afora.

E a noite de despedida ocorreu em grande estilo, com clássico atrás de clássico após
uma breve rapsódia sobre a vida e carreira do cantor, com John Michael Osbourne aparecendo em fotos que mostravam sua vida desde a juventude até o estrelato.

A companhia em solo curitibano, inclusive, não poderia ser melhor. No baixo Rob “Blasko” Nicholson. Na bateria, Tommy Clufetos. Nos teclados, Adam Wakeman. E na guitarra, Zakk Wylde, que voltava a se apresentar ao lado de Ozzy após uma década de separação – eles estiveram juntos entre 1987 e 1995, em 1998, entre 2001 e 2004 e entre 2006 e 2009, com um currículo que inclui cinco discos de estúdio e três álbuns ao vivo.

A apresentação começou pontualmente às 21 horas, como previsto. Na abertura, a canção Bark At The Moon, do terceiro álbum do cantor em sua carreira solo.
O público, como era de se esperar, enlouqueceu.

Ao todo, foram apresentadas 16 canções, sendo três da época de Black Sabbath (Fairies Wear Boots, War Pigs e Paranoid) e as outras, as mais celebradas de sua carreira solo, como No More Tears, Mr. Crowley e Mama I’m Coming Home. Isso, é claro, sem contar as já usuais apresentações solo da banda, que desta vez duraram 20 minutos – o período é necessário para que Ozzy recomponha as energias e termine em grande estilo suas apresentações.

E bota grande estilo nisso… Aos 69 anos, Ozzy já não corre pelo palco nem mesmo joga água no público com a mesma frequência de antes. Ainda assim, esbanja energia e não deixa a voz sair do tom. E se deixou, o público, cantando junto a plenos pulmões, tratou de ‘disfarçar’.

Estava virado rotina. Mas agora ficará só na memória. Quem viu, viu. Quem não viu... Bem, terá de se contentar com os DVDs ou o YouTube... 

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