Pandemia

Pais de estudantes de Curitiba fazem carreata pelo retorno das aulas. Veja vídeo

(Foto: Franklin de Freitas)

Pais realizaram neste domingo (27) uma carreata para mobilizar governo e autoridades para o retorno das aulas presenciais em Curitiba e demais cidades do Paraná. O evento está sendo coordenado por pais de alunos das escolas públicas e privadas. O intuito é fazer com que as escolas entrem na pauta para reabertura. As escolas foram fechadas no mês de março junto com demais serviços não essenciais à sociedade por conta da pandemia da Covid -19. “Hoje após seis meses de fechamento muitos setores não essências já reabriram, no entanto as escolas não estão na pauta de reabertura”, diz a coordenadora do Movimento de Pais – Volta Aula Paraná, Pamela Salles.

Pamela explica que o retorno das demais atividades fez com quem muitos pais e responsáveis por crianças tivessem que voltar aos seus trabalhos e muitas vezes sem alguém para deixar seus filhos. “As crianças que ainda contam com seus pais em casa algumas estão sofrendo problemas de ordem emocional, afetiva, cognitiva, entre outras causas, sem contar as famílias que desde o início estão sem recursos tecnológicos para o aprendizado. Já passou da hora de voltar, temos estudos em exemplos de outros países que o retorno das aulas não causou mais casos da Covid-19 e foi muito benéfico para as crianças ”, ressalta. O movimento começou como um grupo de rede social. A carreata saiu da rua José Saboia Cortes, rua lateral aos Museu do Olho e seguiria pelo Batel até chegar no Parque Barigui. Por conta das regras de distanciamento em vigor na cidade, cada participante ficou em seu automóvel durante todo o evento. 

Sem data para retornar

O governo do Paraná avalia a possibilidade de criar uma plano-piloto antes da retomada das aulas presenciais suspensas desde o dia 20 de março. O assunto foi tema de reunião na última quarta (23) entre representantes da Secretaria de Estado de Educação e Esportes (SEED), da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) e o pela Casa Civil. A ideia é que o retorno aconteça antes, seguindo todos os protocolos de segurança, nas regiões com menores índices de transmissão, contaminados e mortes por Covid-19. A princípio, as primeiras cidades que receberiam o plano-pliloto são Irati, Guarapuava ou União da Vitória. Uma nova reunião foi marcada para a próxima semana para tratar do assunto e tanto a Sesa, quanto a SEED, são enfáticas ao afirmar que ainda não há data nem para o plano-piloto e nem para o retorno das aulas presenciais.  "A Seed trabalha para fomentar o retorno seguro. Baseado no decreto que estabelece que será  a Secretaria de Estado da Saúde  vai definir o retorno, a Secretaria de Estado da Educação  e do Esporte vem discutindo tema com a Sesa  e somente diante de um cenário  seguro será feito o retorno às aulas", afirma nota enviada pela assessoria da SEED.  A secretaria de Saúde confirmou a realização da reunião e o plano-piloto. 

Segundo a proposta em estudo, o plano-piloto deve durar de duas a três semanas, quano serão analisados todos os dados e se der certo, poderá ser implantado em outras cidades, assim o retorno às aulas no Paraná seria gradativo. O plano-piloto, se aprovado, seguirá todas as normas já aprovadas pela Sesa e pela Seed no chamado Protocolo de Retorno de Aulas Presenciais no Paraná.  De acordo com o documento, os estudantes serão divididos em grupos, que farão revezamento permanecendo por uma semana em aulas presenciais e por uma semana em aulas remotas (on-line). As escolas terão que fazer o levantamento sobre quantos alunos retornarão às aulas e quantos continuarão no ensino online, para organizar o retorno de maneira que haja o distanciamento mínimo de 1,5 metros. 

VEJA O PROTOCOLO PARA RETORNO DAS AULAS PRESENCIAIS NA ÍNTEGRA

Professores ameaçam greve

Em a assembleia on-line comandada pela APP Sindicato no dia 12 de setembro, professsores e servidores da rede estadual de ensino em 209 cidades do Estado  aprovaram greve caso as secretarias de Educação e Saúde decidam recomeçar o ensino presencial neste ano. Mais de 2,7 mil profissionais que trabalham na educação pública do Paraná se cadastraram para participar da assembleia, que aconteceu por videoconferência na plataforma Zoom.