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Vale do Ribeira

Paraná e São Paulo estão em alerta contra 'avanço' da febre amarela

Postos de saúde ofertam a vacina contra a febre amarela
Postos de saúde ofertam a vacina contra a febre amarela (Foto: Valdecir Galor/SMCS)

Os municípios da região do Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo e leste do Paraná, estão reforçando as ações de vacinação devido às suspeitas de ocorrência de febre amarela. Ao menos um caso foi confirmado em Cidade de Eldorado (SP), segundo a prefeitura do município. A mulher de 34 anos foi encaminhada para o hospital de Pariquera–Açu (SP), onde permanece internada.

Em Iporanga (SP), a Vigilância Sanitária municipal informou que está realizando a imunização casa a casa em alguns bairros mais expostos. Segundo o órgão, foram encontrados macacos mortos em várias regiões do município. Porém, não foi confirmado que a infecção pela febre amarela matou os animais.

A situação é parecida em Eldorado (SP). Foram encontrados macacos mortos em diversas partes do município, mas também não foi confirmado que a doença tenha sido a causa das mortes. A morte de um homem de 60 anos está sob investigação do Instituto Adolfo Lutz, na capital paulista. Outros cinco casos suspeitos também estão sendo atendidos o Hospital Regional de Pariquera–Açu. A prefeitura tem solicitado aos moradores da cidade que se vacinem para evitar a contaminação.

O Vale da Ribeira abrange 31 municípios, sendo nove paranaenses e 22 paulistas, e uma população de cerca de 481 mil habitantes. A região abriga cerca de 61% da mata atlântica remanescente no Brasil, além de áreas de restinga e manguezais.

Sesa vai fazer busca ativa para vacinar

O aumento dos casos de febre amarela em municípios do Vale do Ribeira, na divisa com o Estado de São Paulo, colocou o Paraná em alerta. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) convoca a população que tem entre nove meses e 59 anos para tomar a vacina, disponível em todas as unidades de saúde.

O setor de Vigilância em Saúde também decidiu intensificar a oferta da vacina e a busca ativa de possíveis interessados em comunidades rurais mais afastadas das sedes dos municípios, especialmente os que ficam próximos da divisa com São Paulo. Representantes dos 29 municípios que compõem a 2ª Regional de Saúde, que inclui Curitiba, participaram de reunião ontem, na Capital, para receber orientações.

No Paraná, até o momento, não há circulação do vírus. Desde julho do ano passado, houve 17 notificações. Dessas, 15 já foram descartadas e duas continuam sob investigação.

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