Publicidade
Barcos em miniatura

Parque Náutico abre espaço para a prática de vela radiocontrolada

(Foto: Divulgação)

O Parque Náutico do Iguaçu, no Boqueirão, é destinado à prática de esportes de navegação, como remo e canoagem. Desde o início deste ano, ganhou uma nova modalidade, a vela radiocontrolada.

Ao contrário do esporte com grandes embarcações, esta é uma disputa com versões em miniatura controladas via rádio, que ainda assim navegam ao comando do vento.

Os pequenos barcos podem ser vistos nas tardes de sábado comandados pelos velejadores do International Team Curitiba, próximos à torre de cronometragem do parque, que foi reformada.

O grupo é formado por 30 velejadores, a maioria também com experiência a bordo de veleiros de tamanho real e água salgada.

“Nossos barcos e velas são campeões nacionais e no exterior. Navegamos na França, nos Estados Unidos, na Holanda, no Chile", conta o velejador Ervino Haupt Junior, 52 anos. "Por anos, procuramos uma raia oficial para manter nosso nível. A raia do Parque Náutico sempre foi nosso sonho, por ter as condições ideais de treino.”

Revitalização e novos ares
O sonho do time se concretizou no início deste ano, depois que que o Parque Náutico foi reformado pela Prefeitura e ganhou nova iluminação e pavimentação na entrada, revitalização da Torre de Cronometragem e passarela, academia ao ar livre, espaço cultural, sinalização do entorno, ação policial integrada, duas novas motonetas e efetivo da guarda municipal.

O grupo foi convidado a participar da abertura do Projeto Verão e ficou. Ganhou autorização para utilizar a raia do lago e permaneceu. Até então, faziam um ou outro treino no Parque Bacacheri ou se deslocavam até Piraquara para colocar os veleiros na água para treinos e competições.

“Você não pode imaginar a nossa alegria em sermos recebidos no Parque Náutico. Apesar de sermos reconhecidos no esporte no mundo inteiro, não tínhamos casa fixa”, diz Haupt Junior.

Miniaturas que parecem reais
Os veleiros radiocontrolados são construídos obedecendo as escalas de barcos reais e, na água, têm o mesmo comportamento de uma embarcação real. São feitos em fibra de vidro e a vela, com um tecido importado chamado mylar. Custam em torno de R$ 4,5 mil e podem ser comprados via internet.

Haupt Junior tornou-se um construtor de miniveleiros com a técnica que adquiriu com colegas de mar e, agora, água doce.
O resultado são barcos com navegabilidade parecida com a dos reais e que permitem aos velejadores da vela radiocontrolada aprenderem ainda mais as minúcias de controlar a nau nas diferentes correntes de ar.

Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES