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Eleições 2018

Partidos do ‘Centrão’ vinculam apoio eleitoral a cargos

Bloco DEM, PP, SD e PRB querem indicar vice na chapa de candidato à presidência
Partidos do ‘Centrão’ vinculam apoio eleitoral a cargos
Alckmin: apoio terá um preço (Foto: José Cruz Agência Brasil)

A menos de três meses das eleições, o bloco formado por DEM, PP, Solidariedade e PRB começou a traçar a estratégia para manter influência no poder em 2019. Os quatro partidos que compõem o Centrão querem indicar não apenas o vice na chapa do candidato com quem fizerem aliança para a disputa ao Palácio do Planalto, mas também reconduzir o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao comando da Câmara e manter ministérios estratégicos ocupados no governo de Michel Temer.
O assunto não é tratado publicamente, mas faz parte de conversas reservadas nas negociações. Dirigentes do grupo se reuniram ontem, em um almoço na casa de Maia, na tentativa de “afunilar” as opções de apoio. Até agora, o Centrão - rebatizado de “blocão” - está mais inclinado a avalizar a pré-candidatura de Ciro Gomes (PDT).
Há, porém, resistências no DEM, uma vez que a maioria da bancada na Câmara prefere se aliar ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), além de dificuldades expostas pelo PRB, que não simpatiza com Ciro e flerta com o senador Alvaro Dias (Podemos). O PR se “desgarrou” do bloco porque negocia com Jair Bolsonaro (PSL).
Diante de tantas dúvidas, a escolha do Centrão será anunciada após a Copa, que termina no domingo. Enquanto o grupo tenta resolver divergências, no entanto, o loteamento dos ministérios entra no mercado eleitoral. Visto como a “noiva” dessas eleições, o “blocão” conta, hoje, com 124 deputados, que podem atuar como fiel da balança em qualquer votação. Além disso, tem para oferecer palanques regionais e o tempo de TV na propaganda eleitoral. Se todos os partidos do grupo apoiarem o mesmo candidato, o dote será, na ponta do lápis, de 126 segundos. 
Preço – No último dia 4, um dirigente do PSDB afirmou que Alckmin iria ao jantar com o Centrão ouvir “o preço dos bois”. Embora dita em tom de brincadeira, a frase expressa o rumo da prosa política. O PP quer manter os ministérios da Saúde, Cidades e Agricultura, que dispõem dos maiores orçamentos, além da presidência da Caixa.

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