Publicidade
Política

PF abre inquérito para investigar escândalo das mensagens sobre presidenciáveis no WhatsApp

PF abre inquérito para investigar escândalo das mensagens sobre presidenciáveis no WhatsApp
(Foto: Tânia Rêgo/Marcelo Camargo/ABr)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal abriu na manhã deste sábado (20) um inquérito para investigar esquemas de disseminação massiva de fake news nas eleições presidenciais deste ano.

A investigação foi instaurada nos termos solicitados na véspera pela procuradora-geral Eleitoral, Raquel Dodge.

Dodge pediu a apuração de "eventual utilização de esquema profissional, por parte das campanhas [seja de Jair Bolsonaro, seja de Fernando Haddad], com o propósito de propagar notícias falsas".

A iniciativa foi tomada após a Folha de S.Paulo noticiar, na quinta (18), que empresários apoiadores de Bolsonaro pagaram empresas para propagar mensagens contrárias ao PT, em massa, no Whatsapp.

A investigação da PF tem prazo inicial de 30 dias, mas pode ser prorrogada. Será conduzida pela sede do órgão em Brasília.

No documento em que requer a investigação, enviado ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a procuradora-geral cita também reportagens do jornal O Globo, publicada na sexta (19), e da BBC (publicada em dezembro do ano passado) sobre o disparo, em grandes proporções, de informações que, no entendimento dela, "em tese, podem caracterizar ofensas aos dois candidatos, partidos políticos ou coligações e, também, com conteúdos inverídicos".

A procuradora sustenta que as condutas podem caracterizar crimes. Ela citou trecho da lei eleitoral que define como passível de detenção e multa a contratação, "direta ou indireta, de grupo de pessoas com a finalidade específica de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou denegrir a imagem de candidato, partido ou coligação".

"Este quadro de possível interferência, por meios tecnológicos, na formação de opinião dos eleitores sobre os candidatos, com base em possíveis falsas informações ou mensagens ofensivas à honra e à imagem dos candidatos, afronta a integridade do processo eleitoral e é uma nova realidade mundial, que exige investigação com a utilização de um corpo policial altamente gabaritado e equipamentos adequados", escreveu Dodge.

DESTAQUES DOS EDITORES