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Polêmica

PGR vai analisar entrevista de Gleisi sobre Lula na Al-Jazeera

A Secretaria Penal da PGR (Procuradoria Geral da República) abriu procedimento para analisar se vai ou não investigar as declarações da presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, para a emissora de televisão árabe Al-Jazeera.  Foi instaurada uma "notícia de fato", um primeiro passo para que essa averigue uma denúncia. Nessa etapa, são colhidas informações preliminares para, depois, deliberar sobre uma eventual instauração de procedimento investigatório.

Ao longo da quarta-feira (18), dia em que a gravação foi divulgada, a secretaria recebeu reclamações de cidadãos e do deputado federal Major Olímpio (PSL-SP) contra Gleisi. O parlamentar usou como argumento no ofício à PGR a Lei de Segurança Nacional e disse que a senadora atentou contra a soberania nacional. A PGR não divulgou o teor das outras representações nem informou a quantidade de pessoas que pediram o procedimento contra Gleisi. A "notícia de fato" deve ser apreciada em até 30 dias, sendo possível a prorrogação por até mais 90 dias.

No vídeo divulgado pela emissora árabe, Gleisi diz que Lula seria um "preso político". Para ela, "o objetivoda prisão é não permitir que Lula seja candidato na eleição deste ano". Gleisi também convida "a todos e a todas" a se juntarem à campanha pela libertação do ex-presidente, que está na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril. 

Em manifestações posteriores à repercussão do vídeo, Gleisi sustentou que concedeu várias entrevistas com o mesmo teor para emissoras de outros países, como CNN (norte-americana) e BBC (britânica). Ela considera uma ignorância e preconceito em relação ao mundo árabe as críticas que sofreu.

Entre os artigos da lei de Segurança citados pelo deputado  na representação está o oitavo, que diz que seria crime "entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil".

 

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