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Impermeabilização

Polícia quer finalizar inquérito sobre explosão no Água Verde em 30 dias

(Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

A Polícia Civil do Paraná realizou nesta quarta-feira (10 de julho) buscas na empresa Impeseg e na residência de seus proprietários. Eles são alvo de investigação por conta da explosão registrar em um apartamento no bairro Água Verde, no último dia 29 de junho. Um garoto de 11 anos morreu no episódio, após ser lançado para fora do apartamento, enquanto outras três pessoas ficaram feridas – duas delas em estado gravíssimo.

Segundo o delegado Adriano Chophfi, da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (DEAM) e responsável pelas investigações, a expectativa é que o inquérito seja finalizado em até 30 dias. Segundo ele, ainda faltam a divulgação dos resultados de alguns laudos técnicos e a colheita do depoimento de outros funcionários da empresa e de algumas testemunhas, além das próprias vítimas.

“Nos próximos 30 dias queremos finalizar. Mas tem as pessoas no hospital, que estão saindo da UTI, se recuperando, e as vezes pode acabar impossibilitando isso”, explica Chohfi.

Nas buscas feitas no dia de hoje, conta ainda o delegado, o objetivo era recolher documentos sobre a empresa e também produtos químicos que seriam utilizados pela empresa para realizar serviços de impermeabilização. Quando a reportagem conversou com o delegado, por volta de 16h30, ainda estava sendo finaliza a busca na sede sa empresa.

“Estamos terminando. Encontramos documentos da empresa, mas produtos (químicos) não tinha mais, só galões vazios. Agora vamos finalizar aqui e ir para a delegacia”, diz ele, relatando ainda que a empresa Impeseg foi fundada em 2015. “Começaram em casa e depois passaram para um escritório.

"Estão arrependidos e preocupados"

Em depoimentos, relata ainda o delegado, os proprietários da empresa teriam alegado querer cooperar com as investigações e que estão arrependidos e preocupados por conta do ocorrido. “Já admitiram que haviam irregularidades, mas disseram que só conseguiam trabalhar dessa forma.”

Nas últimas semanas, inclusive, o Bem Paraná conversou com diversas empresas que atuam no ramo da impermeabilização de estofados. Uma das reclamações mais frequentes era com relação ás empresas em situação irregular, que teriam se multiplicado pela cidade nos últimos anos, na esteira do aumento do desemprego.

“Vemos pessoas fazendo o serviço sem saber o procedimento correto, qual o protocolo de segurança, os cuidados que precisa ter para fazer um serviço desses”, comenta Josiane Menegusso, proprietária da empresa Cleanfor, que há 10 anos está no mercado. “São muitos amadores entrando num ramo para o qual eles não tem o mínimo de conhecimento”, reclama ainda outro empresário do ramo, que pediu para não ser identificado.

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