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Política em Debate

Presidência

Presidência
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom)

O deputado federal e ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), divulgou vídeo colocando seu nome à disposição do partido para concorrer à Presidência da República. No vídeo, ele alega que “há uma oportunidade de ocupar o espaço que ainda é procurado por diversos partidos que buscam uma candidatura de centro para apoiar”.

Barreira
A atitude de Barros foi vista como uma tentativa do ex-ministro da Saúde de evitar que o PP, seu partido, e o chamado ‘Centrão’, avancem nas negociações por uma aliança com o pré-candidato do PDT, o ex-ministro Ciro Gomes. Barros - que é marido da governadora e pré-candidata à reeleição, Cida Borghetti - integra a ala do PP que prefere o apoio a um candidato mais à direita do espectro político brasileiro - como o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ou o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB). Entre os motivos de Barros também estão questões regionais: o PDT de Ciro tem como pré-candidato ao governo do Estado o ex-senador Osmar Dias, adversário de sua esposa, Borghetti, na disputa estadual. 

Licitações 
Reportagem do jornal ‘Folha de São Paulo’ de ontem apontou que o deputado federal paranaense João Arruda (MDB), sobrinho do senador Roberto Requião (MDB), encampou em seu relatório sobre o projeto de lei que estabelece a nova lei de licitações, uma regra que beneficiaria o conglomerado de empresas controlado por seu sogro e sua mulher. Um dos artigos prevê que, nos casos de obras de grande vulto, será exigido de empreiteiras contratadas pelo poder público um seguro-garantia de 30% do valor inicial do contrato. Se aprovado o texto, as seguradoras vão faturar mais e a tendência é de que as obras públicas encareçam - atualmente, o percentual do seguro -garantia varia de 5% a 10%. 

Conflito
Arruda é casado com Paola Malucelli, uma das acionistas do grupo JMalucelli, que inclui a JMalucelli Seguradora. A empresa é líder no segmento de seguro-garantia. Arruda negou haver conflito de interesse ou tentativa de favorecer a Jmalucelli. “Não existe conflito porque nunca tratei com meu sogro sobre isso”, afirmou, acrescentando que não tem envolvimento com as empresas dele. “Não posso abrir mão da minha função parlamentar por conta do sucesso empresarial do meu sogro”. A JMalucelli disse nunca ter feito “qualquer pedido” ao deputado. 

Pastoral
O deputado estadual e pré-candidato ao governo, Ratinho Júnior (PSD) participa hoje, em Cascavel (região Oeste), de encontro na Associação Comercial e Industrial de Cascavel. Na quarta-feira, em visita ao Museu da Vida, sede da Pastoral da Criança em Curitiba, ele defendeu a adoção das práticas da entidade na organização de comunidades e na capacitação e voluntários para ações básicas de saúde pelo governo. “Um governo inovador deve aproveitar as boas práticas que funcionam e garantir a implementação de soluções que beneficiem o maior número de pessoas”, disse. 

Férias
Relator do projeto que regulamenta o teto salarial do funcionalismo, o deputado federal paranaense Rubens Bueno (PPS), apresentou, ontem, na Câmara, uma Proposta de Emenda à Constituição que limita em 30 dias as férias de todos os servidores públicos do País e também acaba com a licença prêmio. Hoje, por exemplo, juízes e promotores têm direito a férias de 60 dias, sem contar os dois períodos de recesso por ano. A PEC contou com assinaturas de apoio de 174 deputados. Segundo ele, se a lei determina o máximo de 30 dias de férias para os trabalhadores em geral, “não há porque algumas categorias de servidores públicos terem direito a um período maior que isso. Trata-se de um privilégio que precisa acabar”. 

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