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Política

PT acusa Bolsonaro de crime nas redes e cobra ação da Justiça Eleitoral

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em nota publicada na manhã desta quinta-feira (18), a executiva nacional do PT acusa a campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) de receber financiamento empresarial ilegal para manter uma indústria de mentiras. O partido informa que levará a denúncia "a todas as instâncias no Brasil e no mundo".

A Folha de S.Paulo publicou nesta quinta que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande ação para a próxima semana, que antecede o segundo turno.

A prática é considerada ilegal já que se trata de doação de campanha por empresas, o que é proibido por lei, e, ainda por cima, não é declarada.

"Reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18) confirma o que o PT vem denunciando ao longo do processo eleitoral: a campanha do deputado Jair Bolsonaro recebe financiamento ilegal e milionário de grandes empresas para manter uma indústria de mentiras na rede social WhatsApp", diz a nota do partido.

O PT diz que trata-se de "ação coordenada para influir no processo eleitoral, que não pode ser ignorada pela Justiça Eleitoral nem ficar impune".

O partido lembra que requereu à Polícia Federal na quarta-feira (17) uma investigação das "práticas criminosas do deputado Jair Bolsonaro".

"Estamos tomando todas as medidas judiciais para que ele responda por seus crimes, dentre eles o uso de caixa 2, pois os gastos milionários com a indústria de mentiras não são declarados por sua campanha."

Na nota, o PT acusa Bolsonaro de praticar "métodos criminosos" e diz que eles são "intoleráveis na democracia".

"As instituições brasileiras têm a obrigação de agir em defesa da lisura do processo eleitoral. As redes sociais não podem assistir passivamente sua utilização para difundir mentiras e ofensas, tornando-se cúmplices da manipulação de milhões de usuários", diz o partido no comunicado divulgado nesta manhã.

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