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Depósitos suspeitos

“Queiroz é quem tem de explicar”, diz Bolsonaro sobre depósitos em conta

Jair Bolsonaro presidente eleito
Jair Bolsonaro presidente eleito (Foto: Tânia Regô / Agência Brasil)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou neste domingo (9) que Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flávio Bolsonaro, é quem dará as explicações sobre os depósitos que foram feitos em sua conta. Disse, ainda, que não conversou com o ex-assessor do filho sobre o caso. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão na conta bancária do ex-motorista de Flávio, como revelou o Estado. Houve depósitos feitos, inclusive, por outros assessores do gabinete. 

“Um dos assessores repassou R$ 800 (ao Queiroz). Outro R$ 1.500. Duas passaram valor idêntico, não sei nem o que é isso, R$ 2.300. Os três repasses... Repasses não, os depósitos mais altos foram as filhas e as esposas (que fizeram)”, afirmou Bolsonaro aos jornalistas na porta de sua casa, no Rio.

O Coaf indicou que a conta de Queiroz recebeu diversos depósitos, incompatíveis, a princípio, com sua renda. Um cheque de R$ 24 mil foi emitido por Queiroz para Michelle Bolsonaro, futura primeira-dama.

Ao ser questionado se enxergava com “naturalidade” os depósitos feitos na conta de Queiroz, o futuro presidente disse que o ex-assessor é quem tem as respostas. “Ele tem que explicar. Pode ser e pode não ser”, disse Bolsonaro, sem especificar se estava se referindo a alguma irregularidade específica. 

“Das três pessoas que repassaram mais de R$ 4 mil ao longo de um ano, duas eram filhas e uma, esposa. Um repassou R$ 800. Não repassou, botou na conta dele. R$ 800 reais é repasse ao longo de um ano? Pelo amor de Deus”, afirmou aos jornalistas ao retornar de um breve passeio, no qual sacou dinheiro numa agência bancária e parou num quiosque na beira da praia. 

Cirurgia
Bolsonaro afirmou também que deve adiar sua cirurgia, que estava prevista para o dia 19 de janeiro. Isso porque ele pretende comparecer ao Fórum de Davos, que ocorrer entre os dias 22 e 25 de janeiro.

TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviou cerca de 700 convites para a cerimônia de diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e de seu vice Hamilton Mourão, nesta segunda-feira (10), a partir das 16h. Os diplomas são assinados pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que abre a sessão solene e indica dois ministros para conduzirem os eleitos ao plenário.Esta será a décima primeira diplomação conduzida pelo TSE. Conforme o tribunal, a cerimônia é realizada desde 1951, quando Getúlio Vargas retornou à Presidência da República por meio do voto popular, mas foi suspensa durante o regime militar (1964 a 1985). 

Não há ainda nova data definida. Segundo o futuro presidente, o assunto será discutido na próxima quinta-feira com seus médicos em São Paulo. “Vamos estudar uma nova data. Precisamos de um calendário”, disse. 

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