Publicidade
Demora

Ratinho Jr admite falha de estrutura da PM no caso de mulher morta pelo marido

Ratinho Jr: "Assumimos o governo com 40% da frota da PM na oficina"
Ratinho Jr: "Assumimos o governo com 40% da frota da PM na oficina" (Foto: Jaelson Lucas / ANPr)

O governador Ratinho Júnior (PSD) admitiu hoje que o caso da demora no atendimento de uma ocorrência que terminou na morte de Daniela Eduarda Alves pelo marido, Emerson Bezerra, em Fazenda Rio Grande (região metropolitana de Curitiba) foi motivado pela falta de estrutura da Polícia Militar do Estado. Gravações telefônicas divulgadas pela RPC TV mostram que vizinhos ligaram pelo menos oito vezes para a PM para denunciar a briga do casal que resultou a morte de Daniela. O marido dela, Emerson Bezerra, foi preso suspeito de ter esfaqueado Daniela. Apesar dos avisos, a viatura da PM chegou quando a vítima já estava morta.

“O problema não é só o atendimento da PM. A PM atende, e em muitos casos as viaturas estão trabalhando. Nós temos um problema de estrutura. Nós assumimos o governo com 40% da frota na oficina. São cinco policiais por frota que deixam de estar trabalhando nas ruas”, afirmou Ratinho Jr. “Foi aberta uma sindicância para apurar se houve realmente alguma falha no atendimento ou se a viatura não pode ir porque estava atendendo algum tipo de ocorrência”, explicou ele.

O secretário de Estado da Segurança Pública, general Luiz Felipe Carbonell, também reconheceu essas falhas. “Nós temos falhas estruturais como o próprio governador colocou. Nós já estamos trabalhando nelas. Dependemos do apoio da Assembleia Legislativa para podermos aumentar o nosso efetivo, termos mais verbas à disposição da Secretaria de Segurança para podermos evitar esse tipo de acontecimento”, disse ele. “É uma tragédia. Está sendo estudado. Ninguém está aqui se furtando de levantar quais as medidas que serão necessárias de serem aprimoradas. Mas são protocolos rígidos. Nós temos que ter muito cuidado. Nós podemos até dizer: 'ah não, poderia ter desviado do atendimento que aparentemente era menos grave'. Nós não sabemos o que vai acontecer no final de um atendimento. Então por isso o protocolo faz com que a viatura tenha que atender até o final a ocorrência para nós termos certeza de que não estamos trocando uma vida pela vida de outra pessoa”, alegou Carbonell.

DESTAQUES DOS EDITORES