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Correria

Ratinho Junior terá cerimônia breve e depois acompanha posse de Bolsonaro

Ratinho Junior ao lado de Jair Bolsonaro e Onyx Lorenzoni
Ratinho Junior ao lado de Jair Bolsonaro e Onyx Lorenzoni (Foto: Divulgação)

O governador eleito Ratinho Junior (PSD) terá amanhã (1º de janeiro) uma cerimônia de posse mais breve do que o comum. É que como Jair Bolsonaro antecipou sua posse, que seria às 17 horas, para às 15, o governador terá uma solenidade mais curta e sequer participará do tradicional almoço com aliados, seguindo direto da transmissão do cargo para Brasília.

Toda essa correria é necessária porque às 13 horas o espaço aéreo da capital federal será fechado. Assim, quem for participar da posse de Bolsonaro deve chegar à cidade antes desse horário, caso a viagem seja de avião.

De acordo com a programação da posse, divulgada pela assessoria do governador, a solenidade terá início às 8h30, quando Ratinho e o vice-governador, Darci Piana, subirão a rampa principal de acesso ao plenário da Assembleia Legislativa (Alep). Lá serão recebidos pelo chefe do legislativo, Ademar Traiano (PSDB), prestarão compromisso constitucional e assinarão o livro de posse.

Em seguida, o presidente da Alep declarará empossados os novos chefes do executivo estadual e Ratinho Junior fará seu primeiro pronunciamento como governador do Paraná.

Ao deixar a sessão, o governador passará em revista à tropa da Polícia Militar (PM), em frente à Assembleia, e seguirá para o Palácio Iguaço, logo em frente, onde será recebido às 10 horas pela governadora Cida Borghetti.

O embarque para Brasília acontecerá às 11 horas, no aeroporto Bacacheri, em Curitiba. O retorno está previsto para o mesmo dia, com o novo governo iniciando os trabalhos logo no dia 2 de janeiro.

Tamanho 'malabarismo', inclusive, tem explicação pela relação política próxima entre Ratinho e Bolsonaro. O futuro governador do Paraná foi apoiado ainda no primeiro turno pelo então candidato do PSL, sendo o único nome de fora do partido de Bolsonaro a receber tal apoio. Assim, Ratinho Junior fez questão de prestigiar o aliado.

Transmissão pela TV e redes sociais

Quem quiser acompanhar a posse de Ratinho Junior, a TV Assembleia e o Facebook da Alep irão acompanhar toda a solenidade, ao vivo.

Biografia de Ratinho Junior

Natural de Jandaia do Sul, do norte do Paraná, Ratinho Junior foi secretário do governo Beto Richa e o deputado estadual mais votado na história do Paraná. Além de político, é empresário, administrador de empresas e comunicador. Para vencer as eleições e garantir o comando do Estado até 31 de dezembro de 2022, pelo menos, ele somou 60% dos votos ainda no primeiro turno, derrotando outros nove concorrentes - entre eles a atual governadora, Cida Borghetti.

Com apenas 37 anos, ele será o segundo político mais jovem a assumir o governo do Estado, atrás apenas de Paulo Pimentel, que tomou posse em 1966 com pouco mais de 36 anos. Apesar da pouca idade, ele acumula a experiência de mais de 15 anos na política, iniciada em 2002, quando se elegeu deputado estadual pela primeira vez e que marca uma carreira meteórica em um Estado que como o próprio disse durante a campanha, foi governador durante décadas pelas mesmas “três ou quatro famílias”.

Bandeiras de campanha 

O primeiro compromisso de campanha já começou a ser cumprido, com o enxugamento da máquina pública e a redução do número de secretarias de 28 para 15, com a estimativa de uma economia mensal de R$ 300 mil para cada Pasta extinta. Durante toda a disputa eleitoral, Ratinho Jr pregou que era preciso reduzir gastos de custeio para garantir a ampliação de investimentos e a geração de empregos. 

Outra bandeira de campanha que já teve seu início gestado ainda durante a transição foi a ampliação de parcerias do Estado com o setor privado. A pedido do governador eleito, a governadora Cida Borghetti (PP) encaminhou à Assembleia Legislativa, projeto elaborado pela equipe de transição de Ratinho Jr que prevê a criação do Programa de Parcerias do Paraná (PAR). A proposta tramitou em regime de urgência, sendo aprovada em segundo e terceiro turno pelos deputados na última sessão do ano, em 20 de dezembro. Uma das primeiras medidas do novo governador após a posse será convocar o Legislativo durante o recesso, ainda em janeiro, para votar a redação final do projeto, garantindo que ele seja implantado já no início da gestão. 

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