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Política em debate

Salários

(Foto: Pedro de Oliveira/Alep)

O deputado estadual Requião Filho (MDB) protocolou ontem dois pedidos de providências procurador-Geral de Justiça, Ivonei Sfoggia, e ao Ministério Público, em nome do Procurador do Tribunal de Contas, Flávio de Azambuja Berti, cobrando mais transparência na divulgação de informações sobre os salários de servidores das estatais paranaenses. Os pedidos tomam como base decisão do Tribunal de Contas da União que determina a divulgação desses dados.

Transparência
Em março, o deputado já havia questionado formalmente, via Lei de Acesso à Informação, a Copel e suas subsidiárias, a Cohapar, a Sanepar, a Compagás, e também os conselhos destas estatais. Segundo ele, nem todas, até o momento, foram respondidas e houve até quem encaminhasse uma resposta informando que não poderia divulgar os salários pagos nem detalhes sobre o quadro de funcionários. “O governo do Estado descumpre Lei da Transparência e a Lei das Estatais. Eles foram eleitos com o discurso de um novo modelo de gestão, mais transparente, dentro de uma ideia de compliance que não estão cumprindo. Tudo muito bonito no discurso, mas na prática é outra história”, criticou Requião Filho.

Impulso
O deputado federal Rubens Bueno (Cidadania) afirmou ontem que, ao contrário do que alguns alegam, o Congresso está fazendo a sua parte para desatar nós e impulsionar o desenvolvimento do Brasil. De acordo com ele, avançam na Câmara as reformas da Previdência e tributária, bem como outros projetos de combate à criminalidade e à corrupção. “É hora de desatar os nós para impulsionar o desenvolvimento do Brasil. Estamos cumprindo com aquilo que é o nosso papel”, disse.

Automático
Bueno destacou também que medidas tão complexas como as reformas precisam de um intenso debate e não podem ser aprovadas automaticamente, sem que o Legislativo promova um debate com diversos setores da sociedade. “Compreendemos que a população tem pressa na adoção de medidas. No entanto, o Congresso não é um mero carimbador de medidas enviadas pelo governo. Muitas vezes elas precisam ser aprimoradas para que não se cometa injustiças. E é aqui, no Parlamento, que se dá esse diálogo com maior profundidade. Posições extremas e acirramentos não ajudam nesse processo”, ponderou.

Gratidão
O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro afirmou ontem em entrevista à rádio Bandeirantes que o presidente Jair Bolsonaro quis “fortalecê-lo” ao revelar que o indicaria para o Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, nunca houve acerto com o presidente para integrar o governo em troca de uma futura vaga. Moro acha que a declaração de Bolsonaro também foi um gesto de “gratidão” por ele ter deixado a carreira de juiz.

Bloqueio
O ex-prefeito de Goioerê, Beto Costa (DEM) e mais nove réus tiveram seus bens bloqueados pela Justiça em mais de R$ 6,3 milhões. A decisão atende pedido do Ministério Público, em ação que apura irregularidades em um termo de parceria para prestação de serviços de saúde ao município. O documento, que vigorou até novembro de 2014, foi assinado em 27 de julho de 2011 e versava sobre a implementação de projeto de apoio na área da saúde em Goioerê.

Terceirização
Dentre as irregularidades apuradas estão a terceirização irregular de mão de obra de saúde; despesas de custo operacional sem a devida demonstração de sua utilização; cobrança de taxa para contratação de auditoria independente sem comprovação, entre outras.

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