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Câmara

Segundo turno da votação da reforma da Previdência fica para 6 de agosto, confirma Maia

Votação dos destaques na Câmara dos Deputados
Votação dos destaques na Câmara dos Deputados (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

A votação em segundo turno do texto da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados vai ficar mesmo para 6 de agosto.  A confirmação foi feita pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia.

A votação dos destaques em primeiro turno no plenário se encerrou na noite desta sexta. Às 20h45, a comissão especial da reforma da Previdência iniciou uma sessão para analisar a redação do texto aprovado pelo plenário da Câmara. É a partir desse texto que será feita a votação em segundo turno.

A Câmara ainda tem sessões marcadas para a próxima semana, até o dia 17 de julho, uma quarta-feira. O recesso parlamentar começa no dia 18 e os deputados só voltam ao trabalho no dia 6 de agosto. A votação do texto em segundo turno ainda poderia ser feita na próxima semana. Contudo, lideranças constataram que muitos parlamentares já tinham voos marcados para a próxima semana – o que impediria a formação de um quórum qualificado para apreciar a proposta. Para aprovação em segundo turno, são necessários 308 votos, assim como no primeiro turno.

Mais cedo, o próprio Maia já havia admitido a possibilidade de realizar a votação em segundo turno apenas em agosto. "O importante é terminar o primeiro turno hoje", afirmou ele, ao chegar ao Congresso na manhã desta sexta.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, descartou a possibilidade de haver uma sessão neste sábado (13) para votar o texto. "Ou terminam os destaques hoje (sexta), ou só em agosto", disse ele, à tarde. À noite, o ministro – que se licenciou do cargo para poder votar a reforma – minimizou problemas em caso de votação em agosto. “Para o nosso planejamento, uma votação em 6 ou 7 de agosto não altera nada de forma relevante”, disse ele, à TV Globo.

Se aprovado em segundo turno, o texto da reforma ainda será apreciado pelo senado. Segundo previsão do ministro, a tendência é que os senadores tenham finalizado a votação em dois turnos até o dia 20 de setembro. Faltaria apenas a sanção presidencial para a nova Previdência passar a valer.

Após as alterações feitas pela Câmara, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que a economia com a reforma da Previdência será de R$ 900 bilhões num período de dez anos. Antes, a previsão era de uma economia de R$ 1,23 trilhão.

Ao comentar o atraso da votação ao longo da semana, Maia aproveitou para criticar mais uma vez a articulação do governo de Jair Bolsonaro. "Não ter governo organizado atrapalha muito", disse, em entrevista para a Globonews. Ele também ressaltou o protagonismo dos deputados na reforma e negou que o objetivo da Câmara seja reduzir o poder do presidente Jair Bolsonaro. "Não é isso que nós queremos , disse.

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