Grito de socorro

Setor de flores prevê grandes perdas com impedimento de venda no Dia das Mulheres

(Foto: Divulgação/Assessoria de imprensa)

Os produtores de flores e plantas ornamentais brasileiros estão preocupados com o fechamento de supermercados, garden centers e floriculturas justamente às vésperas do Dia da Mulher, o que vem acontecendo, principalmente, nos estados do Sul do país e em Minas Gerais. A data representa 8% do faturamento anual da floricultura nacional e a proibição das vendas neste fim de semana poderá gerar a repetição de cenas de toneladas de flores sendo trituradas, como aconteceu no início da pandemia, em março de 2020.

O setor preparou-se para a data e estimava um crescimento entre 10% e 12% em volume sobre as vendas referentes ao Dia da Mulher de 2020, às vésperas do isolamento social provocado pela Covid-19, e que representou 12,5 milhões de produtos ofertados no período. Um resultado excelente e 7% superior a 2019, quando a oferta foi de 11,5 milhões de unidades foram comercializadas. No entanto, com o início da pandemia, entre março e abril de 2020, o setor chegou a perder 90% de seu faturamento com o descarte das produções de flores e plantas ornamentais.

O CEO da Cooperativa Veiling Holambra, Jorge Possato, teme que, mais uma vez, o setor tenha que enfrentar uma forte queda nas vendas e, justamente, às vésperas de uma data importante para o setor. Lembramos que as flores preparadas para o Dia da Mulher foram plantadas há três ou quatro meses e, assim, sucessivamente as flores para o ano todo já estão crescendo nas estufas. Por serem produtos perecíveis, não podem ser armazenadas para venda em outras ocasiões. “Pedimos o bom senso dos prefeitos e governadores para que entendam a situação e permitam a venda de flores e plantas em seus estados e municípios neste fim de semana”, diz. O setor pode não aguentar mais esse duro golpe.