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Que boicote que nada

Show de Roger Waters em Curitiba tem setores esgotados e venda em plataformas alternativas está em alta

Show de Roger Waters em Curitiba tem setores esgotados e venda em plataformas alternativas está em alta
(Foto: ROBSON MORELLI/AE)

"Vocês têm uma eleição muito importante daqui a três semanas. Sei que isso não é da minha conta, mas devemos sempre combater o fascismo. Não dá para ser conduzido por alguém que acredita que uma ditadura militar pode ser uma coisa boa.". Com essas palavras, o músico britânico Roger Waters incendiou a Arena Allianz Parque, em show na noite de terça (19). Quando ele apresentou no encerramento do primeiro show de sua turnê pelo Brasil a canção "Eclipse", que gravou com sua ex-banda Pink Floyd em 1973, as palavras "ELE NÃO" apareceram enormes no gigantesco telão montado no Allianz Parque. A reação foi ensurdecedora. As quase 40 mil pessoas no estádio produziram uma mistura de poucos aplausos e muitas vaias. Um pouco antes,  o nome do candidato do PSL que disputa o segundo turno da eleição presidencial com Fernando Haddad (PT) já tinha aparecido no telão numa lista de nomes considerados fascistas, como Donald Trump, Orban (Hungria), Le Pen Pen (França), Kurz (Áustria), Putin (Rússia) e Farage (Reino Unido). O posicionamento do astro do rock causou furor nas redes sociais entre os curitibanos também, já que Roger Waters tem show marcado na cidade no dia 27 de outubro, no estádio Couto Pereira, justamente na noite antes do segundo turno das eleições. Apesar de muitos seguidores do candidato Jair Bolsonaro (PSL) dizerem que querem o dinheiro de volta e alguns até falarem em boicote, a venda de ingressos do show em Curitiba vai muito bem.

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