Saúde

Sindicato tenta barrar terceirização do Samu em Curitiba e teme por colapso do serviço

Ambulâncias do Samu
Ambulâncias do Samu (Foto: Geraldo Bubniak)

O Sindicato dos Servidores Municipais de Enfermagem de Curitiba — Sismec está protestando contra a decisão da Prefeitura de Curitiba de repassar a administração do Samu — Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a Fundação Estatal de Atenção em Saúde (FEAS).

“De acordo com o que se sabe até agora, o último dia de trabalho dos servidores hoje lotados no Samu será 31 de janeiro. Como são funcionários da SMS, lhes estão sendo ofertadas vagas em unidades de pronto atendimento (UPAs) ou unidades básicas de saúde (UBS)”, informou o site do sindicato.

A diretoria do sindicato declarou que teme por um “colapso no serviço”. “A prefeitura está agindo de forma desrespeitosa com os profissionais e inadequada com a população, que é quem vai acabar pagando a conta! Querem trocar profissionais extremamente capacitados, experientes, por pessoas que nunca trabalharam lá, e isso durante uma pandemia”, declarou Raquel Padilha, presidente do Sismec. “São 150 profissionais com experiência sendo substituídos por quem nunca trabalhou no Samu”, disse. “A população é que vai pagar o preço disso”, lamentou.

A presidente do Sindicato explicou que os atuais profissionais do Samu não terão mudança no salário ou no horário de trabalho por causa dessa alteração. “Estão lutando para ficar nessa vaga porque amam o que fazem e não porque vai mudar alguma coisa. Eles são concursados. Vão continuar com o mesmo salário e o mesmo horário”, explicou.

O Sismec também avisou que “já está tomando as medidas legais para tentar barrar essa determinação da gestão”.

A reportagem do Bem Paraná entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde para saber qual a posição oficial sobre essa terceirização:

“A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) mantém os serviços de atenção à população em parceria com a Feas. Em razão do grande número de afastamentos de profissionais e da necessidade de reorganização dos serviços, e considerando que metade das bases do Samu já são operadas com profissionais da fundação, a SMS está remanejando esses profissionais para reforçar o atendimento nas nossas UPAs e unidades básicas de saúde.”