Projeto aprendendo a viver

Só 37,9% dos estudantes da RMC se sentem seguros no trajeto para escola

Sondagem diz que 43% dos alunos se sentem seguros na entrada
Sondagem diz que 43% dos alunos se sentem seguros na entrada (Foto: Arquivo/BP)

Um projeto inédito desenvolvido pela Universidade Federal do Paraná, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, mediu o clima escolar em 122 escolas estaduais e municipais de Curitiba, Colombo, Pinhais, Piraquara e São José dos Pinhais. O Aprendendo a Viver aplicou questionários a cerca de 22 mil estudantes com o objetivo de gerar um relatório estatístico com informações sobre as percepções dos alunos no que se refere à segurança escolar e ao bullying. O resultado do relatório visa auxiliar cada escola na elaboração de um plano de ação de combate ao bullying e à violência na escola. O resultado foi surpreendente. 
No que se refere à percepção de segurança, os entrevistados foram questionados o quão seguros se sentem em diferentes espaços. Na sala de aula, os alunos disseram que se sentem 76,6% seguros; no recreio, 56% seguros; nos corredores da escola 66% seguros e no banheiro, 54% seguros. Os locais que despertam mais sensação de insegurança são o trajeto de ida e volta para a escola, onde só 37,9% se sentem seguros, e na entrada e na saída da aula, quando 43,2% se sentem seguros.
Na rede estadual, 14,4 mil alunos foram ouvidos e, destes, 24,9% disseram que já usaram a internet para espalhar fofocas ou mentiras; 22% relataram ser xingados na escola; 25,5% denunciaram que os colegas falam coisas sobre eles para fazer com que outros alunos riam; 9,9% disseram já ter sido agredidos ou chutados e 8,3% contaram já ter feito ou sofrido ameaças.
Quando perguntados sobre o que é feito no ambiente escolar para coibir o bullying, 68% dos estudantes afirmaram que os professores tentam parar o bullying; 25% disse que os demais estudantes tentam fazer com que o assédio acabe e 51% afirmaram que podem contar com a ajuda de alguém de dentro da escola para acabar com o problema.
“A grande diferença do Aprendendo a Conviver é que buscamos avaliar a situação de cada escola e convidamos os professores e pedagogos a refletirem sobre o que foi descoberto para que cada instituição possa propor um plano de ação mais efetivo e contundente”, explica Josafá da Cunha, coordenador do projeto e chefe do Departamento de Teoria e Fundamentos da Educação da UFPR.
“Além de identificar os problemas de cada escola, o projeto prevê uma capacitação de professores, que acabam atuando como multiplicadores dentro da escola para permitir a elaboração de projetos mais eficazes, e muitas vezes simples, de combate à violência”, explica a superintendente da Secretaria de Estado da Educação, Ines Carnieletto.
O Colégio Estadual Shirley Catarina Machado, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, é uma das escolas participantes do projeto. Após receber o resultado do estudo estatístico feito com seus alunos, a equipe pedagógica desenvolveu uma nova metodologia para solução de conflitos, incentivando a participação dos pais e responsáveis no cotidiano escolar, além de palestras sobre respeito ao próximo e combate ao bullying. 

Principais dados da pesquisa
24,9%    disseram que já usaram a internet para espalhar fofocas ou mentiras
22%    relataram ser xingados na escola
25,5%    denunciaram que os colegas falam coisas sobre eles para fazer com que outros alunos riam
9,9%    disseram já ter sido agredidos ou chutados 
 8,3%    contaram já ter feito ou sofrido ameaças
68%    dos estudantes afirmaram que os professores tentam parar o bullying
 25%    disse que os demais estudantes tentam fazer com que o assédio acabe 
51%    afirmaram que podem contar com a ajuda de alguém de dentro da escola para acabar com o         o assédio.
76%    se sentem seguros nas salas de aula
56%    se sentem seguros no recreio
66%    nos corredores da escola
54%    se sentem seguros no banheiro
37,9%    se sentem seguros no trajeto de ida e volta para a escola
43%    se sentem seguros na entrada e saída da escola

ProUni abre inscrições hoje; estudantes podem consultar vagas
As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) começam hoje. Os interessados podem consultar as vagas que serão ofertadas no segundo semestre na página do programa. Ao todo serão oferecidas 174.289 vagas, sendo 68.884 bolsas integrais e 105.405 parciais em 1.460 instituições de ensino superior privadas. As vagas podem ser consultadas por curso, por instituição ou por município. Para se candidatar, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, ter alcançado no mínimo 450 pontos e ter tido nota superior a zero na redação. Além disso, só podem participar alunos brasileiros sem curso superior e que tenham cursado o ensino médio completo na rede pública ou como bolsista integral na rede privada. Alunos que fizeram parte do ensino médio na rede pública e a outra parte na rede privada na condição de bolsista ou que sejam deficientes físicos ou professores da rede pública também podem solicitar uma bolsa.As inscrições poderão ser feitas de amanhã (26) até sexta-feira (29), na internet. Os resultados com a lista dos candidatos pré-selecionados estarão disponíveis também na página do ProUni, a partir do dia 2 de julho para a primeira chamada, e 16 de julho para a segunda.

Campus da UFPR no Rebouças é inagurado                                                                                        
Após uma década, o campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no bairro Rebouças, foi inaugurado na manhã de ontem.  O campus é o nono da universidade em Curitiba e abrigará parte do setor de Educação da universidade e o curso de Turismo. O Campus Rebouças está instalado num imóvel cedido à UFPR em 2008 pela Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA). É formado pelo Edifício Teixeira Soares – um prédio de nove mil metros quadrados, que foi restaurado, e pelo anexo A, com dois mil metros quadrados, com biblioteca e salas de aula. este primeiro momento, cerca de 890 pessoas terão aulas no local. São aproximadamente 650 estudantes do Programa de Pós-Graduação em Educação (mestrado profissional, mestrado e doutorado) e cerca de 240 do Departamento de Turismo (graduação e mestrado).